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Maia, M. (2015). Adesão terapêutica, relação médico-paciente e vivência da doença crónica. In Marta Maia, Fernando Bessa Ribeiro (Ed.), VIH/sida: experiências da doença e cuidados de saúde. (pp. 35-46). Famalicão: Húmus.
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M. A. Maia,  "Adesão terapêutica, relação médico-paciente e vivência da doença crónica", in VIH/sida: experiências da doença e cuidados de saúde, Marta Maia, Fernando Bessa Ribeiro, Ed., Famalicão, Húmus, 2015, pp. 35-46
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TY  - CHAP
TI  - Adesão terapêutica, relação médico-paciente e vivência da doença crónica
T2  - VIH/sida: experiências da doença e cuidados de saúde
AU  - Maia, M.
PY  - 2015
SP  - 35-46
CY  - Famalicão
AB  - Se a qualidade da adesão é um fator essencial do sucesso terapêutico na infeção por VIH/sida, esta questão não pode ser reduzida a um mero problema de comportamento individual. Há que tomar em conta o contexto social, a relação médico-paciente, o percurso biográfico do indivíduo, as suas crenças e conhecimentos, as suas condições de vida, a sua saúde mental e a sua vivência da doença e do tratamento.
A qualidade da relação de comunicação entre pacientes e profissionais de saúde permanece no centro da questão da adesão terapêutica e do sucesso dos cuidados de saúde. A relação de confiança e cooperação que se estabelece entre os profissionais de saúde e os doentes é um dos pilares fundamentais para o sucesso da aplicação e prossecução eficaz dos tratamentos médicos e dos cuidados de saúde e, portanto, para a melhoria da situação de doença. São relevantes não só a confiança que o paciente tem no tratamento prescrito como a qualidade do vínculo e da comunicação entre o paciente e o profissional de saúde, e a confiança que o paciente deposita nos profissionais e nos serviços de saúde em geral. A falta de empatia e de qualidade da comunicação entre médicos e pacientes durante as consultas é frequentemente debatida nas ciências sociais e humanas, mostrando a imbricação dos seus fatores explicativos: fatores sócio-culturais, caráter de rotina das consultas, incompatibilidade das lógicas de compreensão da doença. A relação médico-paciente deve considerar o doente como um ator ativo e assentar num compromisso mútuo; deve fazer-se sob a forma de uma aliança terapêutica. A consulta não deve ser um espaço em que o médico impõe o seu poder, a sua lógica e um papel de correção comportamental. Considerar o paciente como um elemento ativo da equipa de cuidados de saúde é necessário para uma boa adesão terapêutica. 
Os profissionais de saúde esperam que os seus pacientes tenham uma boa adesão por terem-nos informados que aquele tratamento é o melhor para eles. No entanto, para os doentes, a perspetiva científica tem o valor que a vivência e complexidade das suas existências lhes permite, naquele momento e naquele contexto, atribuir. O incumprimento do tratamento é uma resposta inteligível e compreensível tendo em conta a experiência, a vivência e o estado de saúde do sujeito. A adesão terapêutica resulta de uma multiplicidade dinâmica de fatores. Deste modo, diagnosticar e prescrever corretamente não é suficiente no contexto das doenças crónicas e dos tratamentos prolongados. 
Quando o sujeito não pode livrar-se da doença e das suas exigências, resta-lhe a agência, que se traduz em diversas estratégias para integrar a doença no seu quotidiano como na sua subjetividade. O modo como o sujeito lida com a doença e o seu tratamento não pode pois separar-se do modo como os pensa e vive. 
ER  -