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Carmona, M., Guerra, R., Rodrigues, R. B., Alexandre, J., Aguiar, C., R. Costa-Lopes...Barreiros, J. (2017). Inclusão e sucesso académico de crianças e jovens imigrantes: O papel das dinâmicas de aculturação. IV Simpósio Olhares da Psicologia.
M. G. Lima et al., "Inclusão e sucesso académico de crianças e jovens imigrantes: O papel das dinâmicas de aculturação", in IV Simpósio Olhares da Psicologia, Monte da Caparica, 2017
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TY - CPAPER TI - Inclusão e sucesso académico de crianças e jovens imigrantes: O papel das dinâmicas de aculturação T2 - IV Simpósio Olhares da Psicologia AU - Carmona, M. AU - Guerra, R. AU - Rodrigues, R. B. AU - Alexandre, J. AU - Aguiar, C. AU - R. Costa-Lopes AU - Costa-Lopes, R. AU - Barreiros, J. PY - 2017 CY - Monte da Caparica UR - http://www.egasmoniz.com.pt/pt-pt/not%C3%ADcias/iv-simp%C3%B3sio-olhares-da-psicologia.aspx AB - Nas últimas décadas, as escolas públicas portuguesas têm recebido um número significativo de crianças e jovens estrangeiras. Não obstante a enorme evolução em termos de políticas públicas e integração de imigrantes, persistem ainda índices de desigualdade preocupantes entre estrangeiros e nacionais com ascendência estrangeira e os nacionais com origem portuguesa. Na Educação, as desigualdades manifestam-se em níveis mais elevados de insucesso escolar no Ensino Básico entre os alunos estrangeiros e os nacionais com ascendência estrangeira. Deste modo, a presente pesquisa pretende contribuir para a temática da integração em Portugal dos alunos estrangeiros que se encontram a frequentar o 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico, em Portugal, analisando o papel das preferências de aculturação (i.e., integração, assimilação, separação ou marginalização) das crianças e jovens estrangeiras e a sua perceção das preferências dos grupos autóctones, a par da influência de fatores e processos psicossociais (e.g., perceção de discriminação), na explicação do sucesso escolar e do bem-estar. Foram inquiridos através de questionário 583 alunos com uma média de idades de 11 anos, designadamente 229 alunos estrangeiros, 196 alunos portugueses com ascendência estrangeira e 168 alunos portugueses com origem portuguesa, que se encontravam a frequentar o 4.º, 5.º e 6.º anos de escolaridade. Os resultados obtidos permitem verificar que os alunos estrangeiros ou com origem imigrante preferem as estratégias de integração (57,8%) e separação (20,5%), já os alunos com origem portuguesa preferem a integração (55%) e a marginalização (19%). Os alunos estrangeiros e com origem imigrante apresentam resultados académicos e níveis de bem-estar significativamente inferiores aos dos alunos com origem portuguesa. Finalmente verificou-se que a percepção de discriminação dos alunos estrangeiros e com origem estrangeira tem um efeito negativo, quer no sucesso escolar, quer no seu bem-estar geral e na escola. De salientar que este efeito é mediado, respectivamente, pelo desejo de manutenção da cultura e pela meta-perceção de características positivas por parte dos pares de origem portuguesa. Estes resultados confirmam a existência de desafios importantes à plena integração de crianças estrangeiras e com origem imigrante nas escolas, em Portugal, e contribuem para a literatura sobre o papel dos processos de aculturação e de discriminação nas desigualdades educativas entre autóctones e estrangeiros. ER -
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