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Mineiro, João. (2016). Podemos falar um campo universitário? Transformações e disputas nas universidades portuguesas entre 1988 e 2015. IX Congresso Português de Sociologia: Portugal, Território De Territórios.
J. N. Mineiro, "Podemos falar um campo universitário? Transformações e disputas nas universidades portuguesas entre 1988 e 2015", in IX Congr.o Português de Sociologia: Portugal, Território De Territórios, Faro, 2016
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TY - CPAPER TI - Podemos falar um campo universitário? Transformações e disputas nas universidades portuguesas entre 1988 e 2015 T2 - IX Congresso Português de Sociologia: Portugal, Território De Territórios AU - Mineiro, João. PY - 2016 CY - Faro AB - Nos seus 927 anos de história, as universidades foram sempre, e em simultâneo, um espelho e um motor das relações sociais e da sua época histórica. É dessa história, em particular da sua expressão entre os séculos XIX e XX, que se estruturam as universidades modernas. Contudo, partindo desse pressuposto, esta comunicação analisa as principais transformações e disputas nas universidades portuguesas entre 1988 e 2015, procurando responder a três questões fundamentais. Quais foram as principais mudanças no ensino superior português nos últimos 27 anos? O que é que elas nos revelam sobre as conceções em disputa nas universidades? Podemos falar de um campo universitário português como autonomia relativa no atual quadro do capitalismo e das mutações na organização do Estado? Olhando para os discursos diretos, a partir de entrevistas semi-diretivas, de 18 atuais e antigos reitores e dirigentes estudantis do período de 1988-2015, e para um conjunto de relatórios e legislação deste período, esta comunicação organiza-se em três dimensões. Primeiro, desenvolve-se uma análise sobre os vinte e sete anos de transformações estruturais do ensino superior português, olhados à luz dos discursos dos agentes universitários, e discutidos no quadro das transformações no regime económico neoliberal que emerge no anos 80, do papel político de instituições supranacionais como o Banco Mundial e da história particular da sociedade portuguesa no pós 25 de Abril. Em segundo lugar, olhamos para o que é que os discursos dos agentes universitários revelam sobre os dissensos e as disputas no campo universitário português em torno das transformações estruturais que se foram sucedendo. Finalmente, procura-se discutir em que medida estas transformações e disputas nos ajudam a refletir sobre a existência e as características de um campo universitário português enquanto campo social com autonomia relativa no espaço social. Como se perceberá, uma ideia central desta comunicação é justamente a noção de campo universitário. A orientação desta pesquisa mobiliza o dispositivo analítico da teoria geral dos campos de Pierre Bourdieu porque ele nos permite aprofundar três importantes olhares. O primeiro é o de caracterizar as transformações estruturais do campo universitário a partir dos discursos diretos dos seus agentes. O segundo é o de identificar as universidades enquanto subconjunto do espaço social, cuja natureza, limites e fronteiras são uma materialização das disputas e das lutas no campo. E por último, permite aprofundar uma discussão sobre se no atual quadro do neoliberalismo e das mutações no campo do Estado com o New Public Management, é possível ainda falar numa ideia de universidade enquanto campo, isto é, enquanto elemento institucional com autonomia relativa no espaço social. São essas discussões a que aqui se dará dar corpo. ER -
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