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Farias, A. C. C. & Gonçalves, A. P. V. C. (2017). Práticas no espaço público – a experiência do projeto Casa Fora de Casa. IV Conference of Regional and Urban Planning International Conference of Community Participation in Planning Erasmus+ Project.
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A. C. Farias and A. V. Gonçalves,  "Práticas no espaço público – a experiência do projeto Casa Fora de Casa", in IV Conf. of Regional and Urban Planning Int. Conf. of Community Participation in Planning Erasmus+ Project, Aveiro, 2017
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TY  - GEN
TI  - Práticas no espaço público – a experiência do projeto Casa Fora de Casa
T2  - IV Conference of Regional and Urban Planning International Conference of Community Participation in Planning Erasmus+ Project
AU  - Farias, A. C. C.
AU  - Gonçalves, A. P. V. C.
PY  - 2017
CY  - Aveiro
AB  - O agravamento dos problemas urbanos e a progressiva afirmação dos valores individualistas do mundo contemporâneo tem provocado reações visíveis nos espaços públicos de muitas cidades, que encontram na arte e no engajamento cívico suportes para uma reinvenção da cidade enquanto uma construção verdadeiramente coletiva e orientada para o uso comum. O alcance da comunicação globalizada tem partilhado, nas últimas décadas, diversas experiências de práticas sociais criativas que reivindicam os espaços públicos das cidades. Essas práticas promovem, no fundo, um maior envolvimento e uma participação mais verdadeira das pessoas nos processos de construção de espaços públicos. Diversos autores já a partir de meados do século XX têm denunciado a insuficiência da instituição do planeamento urbano (NESBITT, 2008) na promoção do acesso e partilha do bem comum. Debord e os Situacionistas propuseram, no contexto dos movimentos de contracultura entre as décadas de 1950 e 1970 uma prática urbanista mais participativa, no sentido de se utilizar da cidade atual para a construção da cidade futura (JACQUES, 2003). Os estudos de Certeau (1998) sobre as táticas do cotidiano são importantes referências para o que é chamado hoje de Urbanismo Tático – práticas sociais criativas realizadas por cidadãos que de formas diversas resistem às investidas estratégicas do poder dominante e a ele contrapõem ações de baixo investimento mas com alto impacto no sentido de ampliar o acesso, a significação e o valor de uso dos espaços públicos. Tais práticas são importantes experiências para a atualização dos processos de projeto urbano, de planeamento e gestão dos territórios. Nesse sentido, a Sobreurbana, um estúdio de intervenções urbanas sediado em Goiânia, no centro do território brasileiro, busca estimular a imaginação das pessoas e envolvê-las em processos criativos que reposicionem seus desejos na efetivação da vida urbana e na construção dos espaços públicos. Este artigo vai demonstrar a experiência de seu mais recente projeto, Casa Fora de Casa – Táticas Urbanas, que recorreu a oficinas artísticas e a ferramentas de placemaking e de design thinking enquanto táticas para envolver as pessoas num
processo de produção de ideias e de intervenções em espaços públicos. Nesta primeira edição o projeto atuou na escala do bairro, especificamente o Setor Sul, em Goiânia, concebido segundo o modelo de cidade-jardim, e que possui em seu interior uma extensa malha de áreas verdes destinadas ao convívio social e mobilidade para pedestres, mas que historicamente permaneceram subutilizadas. O projeto possibilitou a interação entre vizinhos, a conexão entre eles e algumas formas associativas já existentes em prol do bairro, e executou diversas intervenções em quatro pontos das áreas verdes e públicas do Setor Sul, tais como: o plantio de uma horta urbana comunitária, a construção de mobiliário urbano temporário, a criação de rotas e sinalização, arte urbana de diversas linguagens e a realização de momentos festivos para celebrar os resultados alcançados. Construídas coletivamente, essas intervenções expressam na paisagem local os desejos dos participantes por espaços públicos mais inclusivos, tolerantes, responsivos e vibrantes. Acredita-se que práticas como essas são importantes experiências para aproximar o trabalho do urbanista à cidade real, estimular a cidadania ativa e construir melhores processos participativos em planeamento e projeto urbano. 
ER  -