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Calado, A., Capucha, L. & Estêvão, P. (2018). Crise socioeconómica e resiliência: resposta ilusória para problemas concretos?. X Congresso Português de Sociologia.
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A. D. Calado et al.,  "Crise socioeconómica e resiliência: resposta ilusória para problemas concretos?", in X Congr.o Português de Sociologia, Covilhã, 2018
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TY  - CPAPER
TI  - Crise socioeconómica e resiliência: resposta ilusória para problemas concretos?
T2  - X Congresso Português de Sociologia
AU  - Calado, A.
AU  - Capucha, L.
AU  - Estêvão, P.
PY  - 2018
CY  - Covilhã
UR  - https://aps.pt/pt/x-congresso-portugues-de-sociologia/
AB  - A noção de resiliência começou a proliferar no discurso público e mediático a partir da viragem do século, transformando-se numa palavra recorrente no léxico comum nos mais diversos contextos e para definir os mais variados fenómenos. Se esta noção tem vindo a ter uma utilização crescente na linguagem mediática, com a crise financeira e económica de 2007/08 passou a fazer parte do glossário do debate sobre a crise e respetivas consequências nas desigualdades e nas políticas e sociais.
É precisamente neste contexto social e político que emerge a presente reflexão. Os autores desta
comunicação integraram um projeto de investigação sociológica internacional, intitulado “Patterns of
Resilience during Socioeconomic Crises among Households in Europe (RESCuE) , que juntou universidades europeias no estudo dos impactos da recessão económica e da crise social nas populações mais vulneráveis e carenciadas na Europa e consequentes estratégias de resiliência socioeconómica por parte de famílias pobres. Assim, o presente texto terá como suporte a investigação realizada neste âmbito, aproveitando a análise comparativa europeia feita com base nos 9 países que integram o projeto (Portugal, Espanha, Alemanha, Irlanda, Reino Unido, Finlândia, Grécia, Polónia e Turquia).
O que se pretende com este texto é refletir sobre a forma como o conceito de resiliência tem sido definido e apropriado na conjuntura política e social que se seguiu ao início da crise financeira de 2007; como é que influenciou as políticas públicas de resposta à crise e seus efeitos recessivos e que impactos tem tido na redução da pobreza e das desigualdades sociais e no sistema institucional e político de combate à pobreza e exclusão social. Mais concretamente, pretende-se defender nesta comunicação que a resiliência apresenta-se como uma noção fortemente compatível com uma agenda neoliberal para o Estado Social, cuja retórica foi apropriada pelas instituições políticas nacionais e europeias nos processos de implementação e legitimação das respostas políticas à crise, com o objetivo de transformação da missão e funções dos Estados Sociais e ultimamente do modelo social europeu.
ER  -