Exportar Publicação
A publicação pode ser exportada nos seguintes formatos: referência da APA (American Psychological Association), referência do IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers), BibTeX e RIS.
Gato, M. A. & Costa, P. (2018). Da Comunidade para a Comunidade: cronologias de um projeto de arte pública no Lousal. 4ª Edição do Workshop Dinâmicas Socioeconómicas e Territoriais Contemporâneas - DINÂMIA'CET-IUL.
M. A. Gato and P. M. Costa, "Da Comunidade para a Comunidade: cronologias de um projeto de arte pública no Lousal", in 4ª Edição do Workshop Dinâmicas Socioeconómicas e Territoriais Contemporâneas - DINÂMIA'CET-IUL, Lisboa, 2018
@misc{gato2018_1768798013825,
author = "Gato, M. A. and Costa, P.",
title = "Da Comunidade para a Comunidade: cronologias de um projeto de arte pública no Lousal",
year = "2018",
howpublished = "Digital"
}
TY - CPAPER TI - Da Comunidade para a Comunidade: cronologias de um projeto de arte pública no Lousal T2 - 4ª Edição do Workshop Dinâmicas Socioeconómicas e Territoriais Contemporâneas - DINÂMIA'CET-IUL AU - Gato, M. A. AU - Costa, P. PY - 2018 CY - Lisboa AB - A aldeia mineira do Lousal, localizada no concelho de Grândola, deve a sua origem à abertura da mina para a extração de pirite no final do século XIX, tendo-se mantido em laboração até 1988. Com o encerramento da mina do Lousal, a aldeia não perderia só a única fonte de rendimento económico que sustentava toda a população. Perderia também uma perspetiva de futuro. Para uma comunidade maioritariamente nascida e criada no Lousal e que nunca conheceu outra vida, a mina era a “prisão” de um trabalho violento e mal pago. Mas era simultaneamente, o grande centro orientador das suas vidas e das suas casas, bem como a grande base de suporte para as complexas teias de relações sociais e de solidariedade que caracterizavam o Lousal. Com o encerramento da mina, muitos ex-trabalhadores continuaram a habitar no Lousal, reféns de um passado e de uma condição económica que não lhes daria grande abertura para outras opções. As casas - cedidas aos trabalhadores pela empresa exploradora - foram sendo compradas pelos ex-trabalhadores e suas famílias diretas a preços simbólicos e melhoradas à medida das possibilidades de cada um. No entanto, mantêm-se não só fieis ao monótono traçado de exiguidade e pobreza que caracteriza as aldeias mineiras, de uma forma geral, como também às hierarquias sociais e profissionais subjacentes às logicas funcionais deste território, em particular. Em 1996, a Câmara Municipal de Grândola e a Fundação Fréderic Velge dão início a um Projeto de revalorização da aldeia mineira do Lousal – ReLousal - recuperando um número significativo de edifícios do complexo mineiro, no sentido de aproveitar as potencialidades turísticas e museológicas dos mesmos. Passados cerca de 20 anos, pode-se dizer que o dinamismo subjacente a esse projeto ficou muito aquém das expectativas aguardadas pelos residentes do Lousal. Este é o contexto sociocultural e territorial que serve de suporte a um projeto de co-produção artística desenvolvido durante o ano de 2018 com a comunidade e para a comunidade do Lousal. A pretexto do objetivo mais imediato e materializável em peças de arte pública projetadas inteiramente de raiz pela comunidade, foram-se desenvolvendo vários tipos de trocas, conhecimentos e partilhas, tão ou mais importantes do que a obra de arte em si. Ainda que de forma breve, nesta comunicação pretende-se explorar a dimensão material e imaterial deste projeto de co-produção, de arte pública e conhecimento. Nela se dará conta de todo o processo desenvolvido pelos dois investigadores do DINÂMIA’CET-IUL, no âmbito de uma equipa multidisciplinar alargada, bem como dos resultados provenientes dos cinco workshops de trabalho e discussão com a população local, complementados com a observação participante. ER -
English