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Costa, P. (2018). Os direitos à cidade em contexto de revitalização urbana: para uma economia política das actuais transformações de Lisboa. Primeiro Encontro Anual de Economia Política: "A Economia Enquanto Realidade Substantiva".
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P. M. Costa,  "Os direitos à cidade em contexto de revitalização urbana: para uma economia política das actuais transformações de Lisboa", in Primeiro Encontro Anual de Economia Política: "A Economia Enquanto Realidade Substantiva", Lisboa, 2018
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TY  - CPAPER
TI  - Os direitos à cidade em contexto de revitalização urbana: para uma economia política das actuais transformações de Lisboa
T2  - Primeiro Encontro Anual de Economia Política: "A Economia Enquanto Realidade Substantiva"
AU  - Costa, P.
PY  - 2018
CY  - Lisboa
AB  - As lógicas de regeneração e revitalização urbana que têm marcado, um pouco por todo o mundo, a transformação das cidades actuais, associam-se aos processos de reestruturação económica e globalização da contemporaneidade e à transição para uma economia intensiva em conhecimento, ou aquilo a que Allen Scott denomina como capitalismo cognitivo-cultural. Não podem, no entanto, deixar de ser analisadas à luz das condições específicas que, em cada território, marcam a sua realidade substantiva, situada histórica, geográfica, cultural e institucionalmente.
No caso concreto da cidade de Lisboa têm sido notórias, nos anos mais recentes, dinâmicas muito acentuadas de transformação, sentidas tanto na sequência da crise pós 2008 e das políticas austeritárias que lhe seguiram, como das dinâmicas e reacções posteriores. Estas transformações profundas, traduzidas em reabilitação urbana mas também na regeneração e revitalização de certos bairros, sobretudo na zona histórica da cidade, têm sido alvo de um conjunto forte de reacções e de amplo debate, tanto na esfera pública e política como no campo académico, embora mobilizando um conjunto de conceitos que são frequentemente utilizados de forma muito díspar ou mesmo bastante equívoca (p.e., turistificação, gentrificação, massificação, autenticidade, identidade). 
Esta apresentação pretende analisar estes processos de transformação e enquadrá-los à luz da diversidade que os caracteriza. Sugere-se que os múltiplos sinais, objectivos e subjectivos, que nos são dados por estes fenómenos são essencialmente expressão de duas tendências de fundo com influência profundas nas economias actuais e na estruturação e funcionamento das suas cidades: por um lado, a comodificação do simbólico e a forma como os conteúdos estético-culturais têm sido incorporados na esfera do mercado e mobilizados para a criação de valor económico; por outro lado, o alastramento da financeirização das economias e o impacto que esta tem em sectores concretos, neste caso particular, no campo da reabilitação, progressivamente integrado num mercado imobiliário globalizado. 
Estas tendências de fundo não podem ser no entanto nunca desligadas do quadro específico da cidade de Lisboa e do contexto evolutivo da metrópole por si polarizada. São analisados alguns aspectos específicos que marcaram a evolução particular do fenómeno na Área Metropolitana de Lisboa e é equacionado um conjunto de princípios que possam ser tidos em conta para a definição de um quadro estratégico de actuação para o desenvolvimento urbano.

ER  -