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Santos Alexandre, Ricardo (2019). Em Casa no Mundo: Uma Ontologia da Paisagem no Japão. Palestras da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia.
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R. F. Alexandre,  "Em Casa no Mundo: Uma Ontologia da Paisagem no Japão", in Palestras da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, Porto, 2019
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TY  - CPAPER
TI  - Em Casa no Mundo: Uma Ontologia da Paisagem no Japão
T2  - Palestras da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia
AU  - Santos Alexandre, Ricardo
PY  - 2019
CY  - Porto
AB  - A relação entre ser humano e paisagem/lugar é uma questão transversal às comunidades humanas. Não obstante, ainda antes de se formular enquanto questão, a paisagem e o que a constitui revelam-se como a própria possibilidade de nos orientarmos no mundo, de lhe reconhecer sentido – antes de tomar a paisagem como objeto de reflexão, ela é já sempre condição existencial do ser humano. Partindo desta premissa, o antropólogo deve procurar compreender o modo como diferentes culturas articulam as suas ‘respostas’ a uma mesma pergunta – a natureza da relação ser humano-paisagem – e harmonizá-las com as suas próprias ‘respostas’.
Contudo, tanto dentro como fora da antropologia, muitas das respostas que têm vindo a ser dadas pertencem a um outro tipo de perguntas: perguntas que pressupõem, desde logo, um sujeito humano que se encontra em oposição ao mundo, debitando sobre ele juízos, atribuindo-lhe funções e propriedades. Como consequência, a paisagem torna-se, recorrentemente, um objeto sobre o qual se procura elaborar definições ou determinar as condições de perceção/acesso.
Para esta palestra, pretendo começar por ilustrar essa tendência de cariz objetificador percorrendo alguma da literatura sobre paisagem. Posteriormente, já num segundo momento, procurarei elaborar uma possível ‘resposta’ que a cultura japonesa parece articular para a pergunta inicial (a natureza da relação ser humano-paisagem). Esta ‘resposta’, por sua vez, irá abranger uma reflexão sobre (i) a ‘natureza’ na cultura japonesa e (ii) sobre a noção japonesa de ‘furusato’ (‘aldeia natal’ / ‘native place’) nas suas dimensões cultural, filosófica e etnográfica.
O propósito global desta palestra reside na possibilidade de tomarmos como nossa esta ‘resposta’, refletindo sobre a sua dimensão humana e não apenas cultural.
ER  -