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Oliveira, A. & Borralho, C. (2007). Entre a euforia e a melancolia: música e suicídio na adolescência. Psychologica. 44, 177-206
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A. G. Oliveira and C. Borralho,  "Entre a euforia e a melancolia: música e suicídio na adolescência", in Psychologica, no. 44, pp. 177-206, 2007
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TY  - JOUR
TI  - Entre a euforia e a melancolia: música e suicídio na adolescência
T2  - Psychologica
IS  - 44
AU  - Oliveira, A.
AU  - Borralho, C.
PY  - 2007
SP  - 177-206
SN  - 0871-4657
UR  - http://www.uc.pt/fpce/publicacoes/psychologica
AB  - Estamos imersos em energia. Tudo é (uma forma de) energia. Qualquer coisa, qualquer ser, quer ao nível do micro quer do macrocosmos, tem uma vibração própria caracterizada por alguma(s) nota(s) ou acorde. A vida em si mesma é movimento gerador de som, logo, a vida é som e, num certo sentido, tudo é música (Pahlen, 1991). Por isso é natural comunicarmos pelo som (Sagan, 1997). Ainda que por entre demasiados ruídos e interferências, numa «sociedade da informação e do conhecimento» apressada e tecnologicamente dependente. Eis aí algumas das causas e consequências de graves problemas que afectam psicologicamente o ser humano.
Para alguns sábios da Antiguidade, como Pitágoras, Sócrates ou Platão, se nós conhecessemos o acorde do nosso «ser mais íntimo» – a que aludiram como psyché ou alma – e nos sintonizassemos com o mesmo, rapidamente harmonizaríamos o nosso corpo, bem como o modo como pensamos e sentimos em conformidade com esse ser profundo que nos anima, tornando-nos seres humanos perfeitos (e.g., James, 1993; Stewart, 1996). De facto, uma das nossas maiores dificuldades passa por nos entendermos correctamente e discernirmos o que é música, o que é harmonioso, construtivo e engrandecedor e o que, ao invés, é dissonante, redutor, caótico e, eventualmente, patológico.
ER  -