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Sampaio, S. (2019). Memória audiovisual e migração de imagens: a perspectiva dos ‘outros filmes’. 30º Simpósio Nacional de História (ANPUH), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, Brasil.
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P. S. Sampaio,  "Memória audiovisual e migração de imagens: a perspectiva dos ‘outros filmes’", in 30º Simpósio Nacional de História (ANPUH), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, Brasil., Recife, 2019
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TY  - CPAPER
TI  - Memória audiovisual e migração de imagens: a perspectiva dos ‘outros filmes’
T2  - 30º Simpósio Nacional de História (ANPUH), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, Brasil.
AU  - Sampaio, S.
PY  - 2019
CY  - Recife
AB  - O Grupo de Trabalho (GT) Outros Filmes da Associação de Investigadores da Imagem em Movimento (AIM) surgiu, em 2014, com o propósito de dar atenção aos filmes que as histórias de cinema centradas no filme como obra de arte (o que Robert C. Allen e Douglas Gomery, em 1985, chamaram “masterpiece tradition”) tinham sistematicamente negligenciado ou excluído. Em causa estavam os filmes domésticos e amadores, as actualidades e cine-jornais, os filmes educacionais, institucionais e industriais – e tantos outros que jaziam, mais ou menos esquecidos, em arquivos institucionais e privados e que o GT tentou trazer para os vários fóruns de discussão que organizou. Da proposta teórica inicial constava o objectivo de deslocar os estudos fílmicos do cânone (exclusivo a um grupo restrito de autores) para o arquivo (aberto a todas as produções), bem como a necessidade de desenvolver teorias e metodologias adequadas ao estudo desses filmes. Os resultados dos últimos cinco anos constituíram um misto de entusiasmo e frustração e é sobre eles que pretendo reflectir nesta comunicação. Tornou-se evidente que o interesse pelos ‘outros filmes’ estava em ascensão, sobretudo entre os investigadores mais jovens. Por outro lado, uma grande parte dos trabalhos continuava a mostrar-se refém das abordagens estético-formalistas que, sob influência da história da arte e dos estudos literários, continuam a dominar os estudos de cinema em Portugal e no Brasil (de onde a maioria dos membros e participantes do GT é originária). O facto de o arquivo estar a ser predominantemente visto como um repositório de extracção de imagens para a produção de novos filmes – em geral, filmes de ficção ou documentários de autor – parece propiciar a continuada subordinação dessas imagens à lógica da obra e do autor, em clara contradição com a proposta de renovação teórico-metodológica e historiográfica que o GT pretende promover. Na verdade, parte da atenção actualmente dedicada aos ‘outros filmes’ tem sido estimulada pelo estudo da migração de imagens: do cine-jornal ao filme doméstico, passando pelo filme industrial, são as imagens dos ‘outro filmes’ que têm sido preferencialmente resgatadas ao arquivo, num processo que os vê e trata como ‘documentos’, ‘representações do passado’ e, em geral, matéria bruta na construção de uma ‘memória histórica’, individual ou colectiva. Discutir de que forma é que uma perspectiva assente nos ‘outros filmes’ – que insiste em estuda-los nos seus próprios termos – poderá contribuir para o estudo da migração de imagens e da memória audiovisual é o objectivo final desta comunicação.
ER  -