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Paio, A. (2020). urbanGENE: uma gramática do urbano de origem Portuguesa. In Vítor Oliveira (ed.) (Ed.), Diferentes abordagens em morfologia urbana. Contributos luso brasileiros. (pp. 121-148). Porto: URBAN FORMS.
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A. C. Paio,  "urbanGENE: uma gramática do urbano de origem Portuguesa", in Diferentes abordagens em morfologia urbana. Contributos luso brasileiros, Vítor Oliveira (ed.), Ed., Porto, URBAN FORMS, 2020, pp. 121-148
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TY  - CHAP
TI  - urbanGENE: uma gramática do urbano de origem Portuguesa
T2  - Diferentes abordagens em morfologia urbana. Contributos luso brasileiros
AU  - Paio, A.
PY  - 2020
SP  - 121-148
CY  - Porto
UR  - https://vitoroliveira.fe.up.pt/uf-ebooks
AB  - A origem do urbano português tem sido objeto de múltiplas abordagens metodológicas de análise. Diferentes aproximações epistemológicas têm procurado compreender como a forma urbana se vincula aos fenómenos políticos, sociais, económicos, culturais, estéticos, ideológicos e históricos, que lhe deram origem (Goulart Reis Filho, 1967; Ribeiro, 1962; Delson, 1979; Moreira, 1984). A partir da última década do século XX, a abordagem historicista começa a descrever o urbano de origem portuguesa como regular, planeado, erudito (Rossa, 2002; Araújo, 1998; Teixeira e Valla, 1999; Bueno, 2003), questionando posturas suportadas por Olanda (1936), Azevedo (1956), Smith (1955) e Santos (1968). Os estudos evidenciam a ordem da forma do urbano dos séculos XVI-XVIII, assente na descrição da prática articulada entre praxis e saber erudito europeu presente em tratados. As análises iconográficas procuram demonstrar a existência de padrões ou pré-estruturas geométricas na génese do urbano a partir de dois pontos distintos: (i) descrição isolada das pré-estruturas, com base no conhecimento que os fazedores do urbano português tinham dos modelos teóricos de cidades ideais, presentes em tratados portugueses (Chicó, 1956; Araújo, 1992; Valla, 2004; Moreira, 1982); e (ii) descrição do traçado da cidade construída como resultado de combinações de elementos morfológicos (ruas, praças, lotes, edifícios) com estruturas cadastrais moduladas, que teriam delineado e adaptado cada projeto urbano conforme as condicionantes contextuais (os sítios, os recursos, o tempo de decisão e de realização) e as diferenças de programa de cada traçado (Horta Correia, 1985; Fernandes, 1997; Lamas, 1992; Rossa, 1990).
Tais estudos, no entanto, não logram explicitar as lógicas das estruturas básicas configuracionais urbanas que permitiriam identificar a génese das suas semelhanças e diferenças independentes do período temporal, geografia, individualidades, estilos, influências artísticas, conjunturas económicas, sociais e políticas. Os estudos tradicionais de história urbana apenas descrevem um estilo sem dizer como é possível gerar projetos nesse estilo (Duarte,2007). Segundo March e Martin (1972), Krüger (1984, 1986) e Mitchell (1998) a explicação da relação entre as formas complexas e diversas não reside nos aspetos aparentes ou de fisionomia, mas na caracterização taxonómica baseada no reconhecimento de padrões em grau de abstração ausente da documentação iconográfica original. Reforçando esta perspetiva, Martin et al. explica que (1937) “[…] o mundo das aparências deu lugar a um mundo no qual coisas aparentemente não relacionadas entre si, são unidas na integralidade de um sistema simples. Na ciência, como na arte, a aparência foi descartada em favor de um mundo descoberto somente através da penetração nas aparências”. Alexander (1964) reforça esta visão sobre a complexidade, afirmando que a solução passa por uma divisão do processo numa infinidade de subpartes com base no contexto e forma para atingir a substância semântica da estrutura (Sequeira, 2007). O contexto é composto por dados, axiomas e constantes presentes na lógica, como se fosse um problema matemático. A forma é a parte variável e manipulável pelos projetistas. O processo passa por definir requisitos e tabelas de interconexão entre as partes e em seguida, representar o sistema que poderia ser aplicado de vários modos. Alexander et al. (1977) defende uma linguagem que seria o sistema genético que dá aos milhares de pequenos atos criativos a capacidade de formar um todo. Neste sentido, a identificação, descrição e classificação, necessárias à definição da linguagem do urbano de origem portuguesa, depende de uma explicação formal de lógicas geométricas, assente em princípios intemporais, uma espécie de suporte através do qual é possível fazer emergir os princípios genéticos geradores da forma, o vocabulário básico, a sintaxe formal urbana e gerar sistemas baseados em padrões.
Neste contexto, o estudo que se apresenta assumiu uma abordagem metodológica alternativa baseada nos princípios do design computacional, ou seja, nas potencialidades descritivas e geradoras das gramática da forma de Stiny e Gips (1972) para revelar a génese da complexidade morfológica urbana subjacente aos modelos teóricos dos tratados e à cartografia histórica portuguesa produzida entre os séculos XVI e XVIII. Uma descrição baseada: (i) na relação entre lógica geométrica, princípios projectuais tratadísticos, e a lógica de implantação de diferentes cidades projetadas e construídas; e (ii) em estruturas gramaticais para a geração de respostas a circunstâncias contextuais.
O resultado final obtido é uma gramática do urbano de origem portuguesa, denominada urbanGENE, com propriedades de automação que permita a aprendizagem interativa dos princípios e lógicas geradoras do urbano de origem portuguesa. 
ER  -