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Baptista, V. & Marques Alves, P. (2019). Da construção normativa do corpo feminino à irreverência dos corpos livres – as turbulências das vivências. XXXII Congreso Internacional da Associación Latinoamericana de Sociología – Hacia un Nuevo Horizonte de Sentido Histórico de una Civilización de Vida.
V. Baptista and P. J. Alves, "Da construção normativa do corpo feminino à irreverência dos corpos livres – as turbulências das vivências", in XXXII Congreso Internacional da Associación Latinoamericana de Sociología – Hacia un Nuevo Horizonte de Sentido Histórico de una Civilización de Vida, Lima, 2019
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TY - CPAPER TI - Da construção normativa do corpo feminino à irreverência dos corpos livres – as turbulências das vivências T2 - XXXII Congreso Internacional da Associación Latinoamericana de Sociología – Hacia un Nuevo Horizonte de Sentido Histórico de una Civilización de Vida AU - Baptista, V. AU - Marques Alves, P. PY - 2019 CY - Lima UR - https://www.alasperu2019.pe/ AB - Recua às sociedades mais ancestrais a subjugação do corpo feminino pelo poder masculino, devido à sexualidade, ao ato da conceção exclusivamente feminina e à imprescindibilidade patriarcal de vincular o recém-nascido à sua descendência. Historicamente esta situação manteve-se até à Época Contemporânea, na qual sobre o corpo feminino recaiu o olhar de uma sociedade patriarcal, machista, capitalista e colonial: o corpo da mulher era eurocêntrico, disciplinado e doméstico. Este contexto foi fortemente defendido no período de ditaduras na Europa e na América latina, do século XX, que remeteu as mulheres para uma função dependente do “chefe de família” masculino e menorizada civil e politicamente. Pretende-se nesta comunicação compreender como ocorreram as ruturas, nas sociedades democráticas e pós-coloniais, em que se articulam as ideologias, as mentalidades e emoções sobre as diversidades dos corpos femininos. Acrescente-se, no entanto, que ainda estes corpos continuam alvos de assédios, violações, feminicídios e mercantilização. Como sentem as mulheres os corpos femininos normalizados pela ideologia e pela cultura masculina prevalecente, nomeadamente na escrita e na arte? Como consciencializam as mulheres a emancipação dos seus corpos singulares modelados pelo seu livre-arbítrio e liberdade política ou pessoal? Como avaliam as mulheres a(s) sua(s) identidade(s) de corpos, em evolução, desde as primeiras feministas até aos feminismos da atualidade? Feministas, artistas e escritoras como Virgínia Woolf, Simone de Beauvoir, Camille Claudel, Frida Kahlo, Maria Teresa Horta, Paula Rego ou Tilsa Tsuchiya Castillo afirmaram nos seus trabalhos os corpos e suas emoções como uma “arquitetura” feminina. Este estudo baseia-se em bibliografia sobre os corpos femininos e sua desconstrução pelas mulheres, tendo em conta a categoria mulher, integrada em classificações de “raça”, classe, ou género e em biografias de mulheres escritoras e artistas que os descreveram ou representaram. Verificamos que a luta das mulheres pela sua emancipação passou pelo reconhecimento da liberdade do corpo, no espaço público, assim como no espaço privado. Contudo, ainda hoje mantêm-se visíveis os corpos subjugados e violentados pela dominação masculina. ER -
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