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Amorim, V. (2019). “A vida do mar é outra coisa” – noções de tempo e resistência na pesca. Conferências do Centenário da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia.
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V. I. Amorim,  "“A vida do mar é outra coisa” – noções de tempo e resistência na pesca", in Conferências do Centenário da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, 2019
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TY  - CPAPER
TI  - “A vida do mar é outra coisa” – noções de tempo e resistência na pesca
T2  - Conferências do Centenário da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia
AU  - Amorim, V.
PY  - 2019
AB  - Partindo de um projecto de doutoramento que tem com o objectivo de analisar como a incerteza se torna um elemento constitutivo dos quotidianos nas comunidades piscatórias de Setúbal e Olhão, pretende-se reflectir sobre as noções de tempo na pesca que se alicerçam na oposição mar/terra.
“A vida do mar é outra coisa”, disse um pescador setubalense, enfatizando a diferença por relação à terra. Esta oposição mar/terra sustenta uma teia simbólica de oposições, que tem implicações na experiência de quem vive pesca. A dimensão do mar e a sua imprevisibilidade, pese embora transferir instabilidade às vidas dos pescadores traz, também, a possibilidade de uma aparente não subordinação. É no mar que se experienciam outros ritmos, não controlados, nem padronizados. O mar, embora incerto e perigoso, é também uma fonte de possibilidades.
O controlo sobre o tempo é meio e mecanismo de poder, e a recusa a um tempo hegemónico, marcado pelo relógio e pelo calendário anual, pode ser vista como uma forma de resistência. A relação com a natureza, da qual os pescadores são dependentes, e consequente ausência de horário de trabalho, são os principais elementos evocados para sublinhar particularidade do tempo da pesca, associando-o a um ideário de liberdade, de libertação das obrigações impostas pela terra, local onde se encontram instituições que regulam a actividade. 
Com esta comunicação, pretende-se traçar como emerge este discurso de autonomia e liberdade, de que forma tem uma subjacente recusa contra-hegemónica às imposições da terra, e como a experiência de diferentes temporalidades é articulada em quotidianos atravessados por uma incerteza endémica, partindo do trabalho de campo realizado em Setúbal.
ER  -