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Gonçalves, A. (2007). Heterofonias e transdisciplinaridade: A partir das reverberações entre vida e obra de Amélia Muge. In Vieira, J. L. (Ed.), A Socioloxía e os Novos Retos: IV Congreso Astur-Galaico de Socioloxía. A Coruña: Universidade da Coruña, Servizo de Publicacións.
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A. M. Gonçalves,  "Heterofonias e transdisciplinaridade: A partir das reverberações entre vida e obra de Amélia Muge", in A Socioloxía e os Novos Retos: IV Congreso Astur-Galaico de Socioloxía, Vieira, J. L., Ed., A Coruña, Universidade da Coruña, Servizo de Publicacións, 2007
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TY  - CPAPER
TI  - Heterofonias e transdisciplinaridade: A partir das reverberações entre vida e obra de Amélia Muge
T2  - A Socioloxía e os Novos Retos: IV Congreso Astur-Galaico de Socioloxía
AU  - Gonçalves, A.
PY  - 2007
CY  - A Coruña
AB  - Sabe-se intransferível o percurso de cada um. Haverá nele matéria que auxilie a compreensão do campo
musical no princípio do século XXI? Esta pergunta inicial pretende levantar a suspeita sobre como se pode
perspectivar a produção artística, reconciliando o contributo original de um artista com o conjunto de
constrangimentos possíveis que norteiam as suas escolhas a partir de um naipe relativamente circunscrito e
hierarquizado de géneros e autores de referência, técnicas e estilos, de modo a fixarmo-nos na necessidade e
utilidade sociais da música.
Socorremo-nos da figura da reverberação — processo acústico complexo, entendido como reflexo e
persistência do som audível, após a cessação da sua fonte emissora — para intuir uma relação similar entre
vida e obra: uma projecta a outra, tornando-se a última uma espécie de duplo em trânsito. Não sendo nem
equivalentes nem sinónimos, som directo e som revérbero, vida e obra, serão seguramente da ordem do
dialogal.
Amélia Muge encontra-se precisamente a montante, a jusante da e na sua própria obra. Fractal e plural,
constituída por imagem fixa e em movimento, performance, som e texto (1) , a sua obra acolhe inflexões
várias decorrentes das singularidades da sua trajectória de vida.
O trabalho musical de Amélia Muge tem-se caracterizado por múltiplas e combinadas inovações
tecnológicas e artísticas: a mistura e o tratamento do som; o recurso a sintetizadores e simuladores na
criação de efeitos sonoplásticos; a fusão exótica de instrumentos de tradição e origem geográfica variada; a
exploração e o recurso da voz para além do canto (solo ou coral), enquanto vocalizações, declamações, ecos,
sussurros e outros efeitos sonoros; a reapropriação de géneros musicais diferenciados, como canções
urbanas (e.g., fado) e cantares tradicionais rurais (e.g., cancioneiro da serra algarvia); ou ainda a suspensão
dos cânones temporais (e.g., os 0:57 de “Ser Pessoa” em Todos os Dias ou os 5:31 de “O Inferno de Borges”
em A Monte).
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