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Raposo, Otávio (2021). Da Quinta do Mocho para o Mundo: sociabilidades, arte e resistência comentado por um documento visual . XI Congresso Português de Sociologia. 
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O. R. Raposo,  "Da Quinta do Mocho para o Mundo: sociabilidades, arte e resistência comentado por um documento visual ", in XI Congr.o Português de Sociologia. , Lisboa, 2021
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TY  - CPAPER
TI  - Da Quinta do Mocho para o Mundo: sociabilidades, arte e resistência comentado por um documento visual 
T2  - XI Congresso Português de Sociologia. 
AU  - Raposo, Otávio
PY  - 2021
CY  - Lisboa
UR  - https://xi-congresso-aps.eventqualia.net/en/2020/home/
AB  - A Quinta do Mocho, localizada no concelho de Loures, tornou-se conhecida pelos media como um dos principais “bairros problemáticos” da área metropolitana de Lisboa, um rótulo fundamentado na suposta relação dos seus jovens residentes com o tráfico de drogas e a criminalidade. Atualmente, as razões que fazem a Quinta do Mocho ser notícia são outras, pois o bairro transformou-se numa das maiores galerias de arte urbana a céu aberto da Europa, com mais de 100 obras (graffitis, pinturas, esculturas) em grande escala a decorar os prédios de habitação social, onde vivem cerca de 3 mil pessoas, maioritariamente vindas de Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde. Reconvertida simbolicamente em território de arte e cultura, a Quinta do Mocho é hoje uma atração turística, atraindo milhares de apreciadores de street art e outros que buscam experiências alternativas em territórios multiculturais. É este o fenómeno que o documentário “Na Quinta com Kally” retrata, ao acompanhar dois guias comunitários – Kally e Ema – que todas as semanas percorrem as ruas da Quinta do Mocho para mostrar aos visitantes as obras do bairro em que vivem. À boleia da street art, este documentário apresenta alguns dos moradores do bairro, responsáveis por um processo de requalificação discursiva capaz de desestabilizar os antigos estereótipos. São eles que impulsionam as visitas guiadas, compõem canções de intervenção e criam coletivos culturais que valorizam o bairro. As expressões artísticas nascidas no Mocho são “gritos de resistência” ao racismo, à precariedade laboral e às imagens mediáticas que o representam negativamente. Com 27 minutos de duração, esta curta metragem mostra como a vida de Kally, Ema e o filho está interligada com a reinvenção da Quinta do Mocho. Acompanhamos o quotidiano dessa família que, ao insistir em lutar por uma vida melhor, também afirma o bairro como um ativo celeiro de produção cultural. 
ER  -