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Marques Alves, P. & Carlos Levezinho (2021). A estratégia de comunicação do PCP na internet: promoção de novos espaços de interação?. Colóquio Cem Anos de Partido Comunista Português.
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P. J. Alves and C. T. Luís,  "A estratégia de comunicação do PCP na internet: promoção de novos espaços de interação?", in Colóquio Cem Anos de Partido Comunista Português, Lisboa, 2021
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TY  - CPAPER
TI  - A estratégia de comunicação do PCP na internet: promoção de novos espaços de interação?
T2  - Colóquio Cem Anos de Partido Comunista Português
AU  - Marques Alves, P.
AU  - Carlos Levezinho
PY  - 2021
CY  - Lisboa
AB  - Os partidos usam diversos canais para comunicarem politicamente. Desde logo, fazem-no diretamente através da imprensa partidária, mas também de forma mediata através dos meios de comunicação de massas, primeiro a rádio e, posteriormente, a televisão. Mais recentemente, com o advento da internet, passaram a ter ao seu dispor uma nova ferramenta de comunicação direta.
No caso do PCP estamos perante um partido que apresenta um vasto e rico património em termos da imprensa partidária, onde avulta o Avante!, como órgão central, mas também jornais com um carácter mais “especializado”, como os clandestinos O Têxtil, O Camponês ou o Marinheiro Vermelho, bem como um incontável número de boletins de células de empresa e outras publicações.
Com o surgimento da internet na sua versão 1.0., o partido passou a utilizá-la logo em 1996, com a criação do primeiro website. Atualmente, a internet assume um carácter multidimensional, com a emergência na última década e meia de um conjunto de plataformas que configuram o que alguns autores (e. g., Kaplan e Haenlein, 2010; Kietzmann et al., 2011; Kapoor et al., 2018) denominam de social media, os quais caracterizam o que se convencionou designar por Web 2.0. (O’Reilly, 2005). Para além do website, o PCP tem presença no Facebook, Twitter, Instagram, You Tube, Whatsapp e Telegram.
O objetivo desta comunicação é analisar a estratégia de comunicação do PCP na internet. Nesse sentido, procedemos a uma análise diacrónica do website do partido e explorámos em profundidade a sua versão atual segundo três dimensões: (i) o conteúdo, ou seja, os temas abordados; (ii) a interatividade, enquanto processo de comunicação e que se pode consubstanciar numa comunicação de sentido único ou em vários sentidos, neste caso significando a possibilidade de participação e de intervenção de todos e todas; e (iii) a usabilidade, relacionada com a navegação. Cada uma destas dimensões comporta várias sub-dimensões e dezenas de indicadores. 
No campo dos social media, focámo-nos essencialmente na utilização da rede social online Facebook, dado ser a que possui maior penetração em Portugal. Procedemos a uma análise simultaneamente qualitativa, baseada numa análise de conteúdo temática dos posts, e quantitativa, apurando um índice de interatividade. Nesta pesquisa, que incidiu temporalmente nos três primeiros meses de 2021, utilizámos as ferramentas/plataformas arquivo.pt (https://arquivo.pt/) e fanpagekarma (https://www.fanpagekarma.com/).
Concluímos que o partido segue na internet a mesma estratégia de comunicação que há muito caracteriza a sua imprensa escrita, não retirando dela todas as potencialidades que encerra. Se o website apresenta uma profunda evolução estética, assim como em termos de conteúdos e de navegabilidade, o seu carácter estático e a comunicação unidirecional permanecem. Por outro lado, a interatividade nos social media é muito reduzida, em alguns casos praticamente nula, com o partido a não disponibilizar mecanismos que a incentivem.

ER  -