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Miranda, Bernardo Pizarro (2020). Micro-arquiteturas/inserções. «INSERÇÕES, ‘ESCASSEZ’, OPORTUNIDADE». arq|a—Arquitectura e Arte Contemporâneas — Portuguese Contemporary Architecture and Art Magazine. 139
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B. J. Miranda,  "Micro-arquiteturas/inserções. «INSERÇÕES, ‘ESCASSEZ’, OPORTUNIDADE»", in arq|a—Arquitectura e Arte Contemporâneas — Portuguese Contemporary Architecture and Art Magazine, no. 139, 2020
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TY  - GEN
TI  - Micro-arquiteturas/inserções. «INSERÇÕES, ‘ESCASSEZ’, OPORTUNIDADE»
T2  - arq|a—Arquitectura e Arte Contemporâneas — Portuguese Contemporary Architecture and Art Magazine
AU  - Miranda, Bernardo Pizarro
PY  - 2020
SN  - 1647-077X
AB  - arqa 139-micro-arquiteturas/inserções
INSERÇÕES, ‘ESCASSEZ’, OPORTUNIDADE

O texto parte da ideia de que os períodos de crise tornam visível a escassez, entendida não como fatalidade, mas como oportunidade para repensar a relação entre recursos, expectativas e possibilidades. Habitar implica construir, e a arquitetura – seja ela grande ou pequena – tem como missão transformar o mundo em lugar habitável, permitindo acolhimento e reconhecimento do Outro. Cada intervenção arquitetónica nasce sempre da transformação de outras anteriores, num continuum cíclico.
A reflexão relaciona-se com o pensamento de Aldo van Eyck, que via a arquitetura como lugar de “regresso a casa” e a entendia para além da materialidade, como imagem de algo invisível. Van Eyck valorizava a coexistência de polaridades — como passado/presente, simplicidade/complexidade, ordem/caos — defendendo que estas não se anulam, mas coexistem enquanto “fenómenos gémeos”. A arquitetura torna‑se assim expressão de complementaridade e de um mundo policêntrico.
O texto articula esta visão com a perspetiva de Fernando Távora, sublinhando a importância das circunstâncias — históricas, físicas, humanas — como matéria essencial do projeto. Para Távora, projetar é decidir que parte da circunstância seguir, transformar ou contrariar, reconhecendo que o arquiteto não é mero servo do existente, mas também agente crítico perante os seus aspetos negativos.
A partir desta articulação teórica, defende‑se que à tendência cíclica para uma arquitetura monumental e distanciada deve opor‑se uma prática mais atenta às condições reais do lugar e da vida das pessoas. Entender a escassez como oportunidade implica recuperar a eficácia de uma “ação pobre”, calibrada com necessidades e possibilidades concretas.
O texto conclui com um exemplo prático: uma pequena intervenção num edifício da Quinta do Castelo (Missionários da Consolata, Cacém), que consistiu na criação de um “entre‑espaço” exterior‑interior. Esta intervenção procurou encarnar a ideia de que opostos como dentro/fora, pequeno/grande, ordem/caos não se excluem, mas podem gerar novas formas de habitar quando integrados sensivelmente.

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