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Lourenço, J. (2022). Não à Censura?: a Cinéfilo e o fim da ditadura. II Seminário de História da Comunicação - Autoritarismo e Democracia: caminhos e conquistas.
J. M. Lourenço, "Não à Censura?: a Cinéfilo e o fim da ditadura", in II Seminário de História da Comunicação - Autoritarismo e Democracia: caminhos e conquistas, Lisboa, 2022
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TY - CPAPER TI - Não à Censura?: a Cinéfilo e o fim da ditadura T2 - II Seminário de História da Comunicação - Autoritarismo e Democracia: caminhos e conquistas AU - Lourenço, J. PY - 2022 CY - Lisboa AB - A 25 de Abril de 1974, com a revolução e o fim do regime ditatorial em Portugal, o último número de Abril (publicado dia 27) da revista Cinéfilo já estava em processo de impressão. Apenas o primeiro número de Maio (publicado dia 4) reflecte os acontecimentos que alteraram o curso do país centrado na recusa à censura, expresso na primeira página com a manchete “Não à Censura”. Nesse número, a direcção da revista expressa o objectivo de “divulgar sistematicamente o que era o regime de repressão em que se vivia (no que diz respeito concretamente aos meios de informação e aos espectáculos)”. A segunda fase da Cinéfilo surge em 1973 e é considerada como a publicação que mais espaço reservava à cultura e aos espectáculos neste período em Portugal, abrangendo áreas como o cinema, a música, o teatro ou a televisão. Foi uma publicação que marcou e reflectiu o debate cultural e artístico nos últimos momentos da ditadura, contribuindo para muitas das discussões que se colocaram no pós-25 de Abril. Com esta comunicação, pretende-se compreender como a Cinéfilo transitou para o Processo Revolucionário em Curso (1974-1975), analisando os conteúdos do primeiro número que não foi alvo de censura. Deste modo, procuramos contribuir para um melhor entendimento sobre a imprensa na revolução, nomeadamente no que diz respeito às publicações que versam sobre a cultura, as artes e os espectáculos. ER -
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