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Antonieta Rosa Gomes (2022). O prolongado conflito de Casamansa no Senegal: Cansaço e resiliência dos Casamansenses . XI Congresso Ibérico de Estudos Africanos. Trânsitos africanos no mundo global: História e memória, heranças e inovações.
A. R. Gomes, "O prolongado conflito de Casamansa no Senegal: Cansaço e resiliência dos Casamansenses ", in XI Congr.o Ibérico de Estudos Africanos. Trânsitos africanos no mundo global: História e memória, heranças e inovações. , Lisboa, 2022
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TY - CPAPER TI - O prolongado conflito de Casamansa no Senegal: Cansaço e resiliência dos Casamansenses T2 - XI Congresso Ibérico de Estudos Africanos. Trânsitos africanos no mundo global: História e memória, heranças e inovações. AU - Antonieta Rosa Gomes PY - 2022 CY - Lisboa AB - O conflito de Casamansa é um conflito armado interno no sul do Senegal e dos mais antigos conflitos armados da África Ocidental, com início em 1982. É um conflito de secessão, em que o Movimento das Forças Democráticas de Casamansa (MFDC) reivindica a independência de Casamansa, opondo-se ao Governo senegalês. O sacerdote Augustin Diamacoune Senghor foi o primeiro líder do Movimento das Forças Democráticas de Casamansa formado na sua maioria por casamansenses, a utilizar os seguintes argumentos para reivindicação secessionista: a região de Casamansa não integrava o território do Senegal colónia francesa, mas foi ilegalmente anexada por Senegal no momento da sua independência; os recursos económicos de Casamansa são desviados para Dakar; e, os casamansenses são marginalizados dos postos de administração local. Em torno destes argumentos o MFDC enveredou pela via armada, desde após sua primeira manifestação em Ziguinchor, ter sido reprimida de forma violenta pelo Governo senegalês. Nos anos de 1990, as partes beligerantes iniciaram as negociações para a paz e, a esta parte, assinaram vários acordos de paz, mas nenhum foi cumprido, e, a luta continuou com o MFDC dividido em fações. Os casamansenses estão cansados, mas a perpetuação do conflito resultou na resiliência casamansense de viver num clima de “guerra e paz”, com a ideia de um conflito que parece interminável, caracterizado por confrontos armados esporádicos entre os guerrilheiros do MFDC e as Forças Armadas senegalesas. Serão analisados: o recurso à violência como instrumento de reivindicação secessionista e, de construção de Estado; até que ponto a violência está interiorizada na sociedade casamansense; como a sociedade senegalesa de uma maneira geral encara este conflito armado e sua via de resolução. ER -
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