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Vieira, Maria Antónia (2023). As igrejas dos Açores: Uma arquitetura entre o “chão” e o barroco. Colóquio - Arquitetura dos Territórios Metropolitanos Contemporâneos.
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M. A. Vieira,  "As igrejas dos Açores: Uma arquitetura entre o “chão” e o barroco", in Colóquio - Arquitetura dos Territórios Metropolitanos Contemporâneos, 2023
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TY  - GEN
TI  - As igrejas dos Açores: Uma arquitetura entre o “chão” e o barroco
T2  - Colóquio - Arquitetura dos Territórios Metropolitanos Contemporâneos
AU  - Vieira, Maria Antónia
PY  - 2023
AB  - A historiografia portuguesa conheceu uma mudança de pensamento, de análise e de 
metodologia no que se refere à arquitetura, nomeadamente, em vários exemplares 
arquitetónicos que eram ignorados pela historiografia europeia, uma vez que não se 
encaixavam nos estilos renascimento, maneirismo e barroco, correspondendo àquilo a que 
Kubler veio a denominar de “arquitectura chã”.
Neste sentido, Kubler teve um papel fundamental na inserção destes exemplares
arquitetónicos na historiografia portuguesa, ao desenvolver o conceito de “arquitectura chã” e 
despertar a atenção para a sua morfologia e conceção.
Assim, deparamo-nos com uma “historiografia pós-kublerliana” que tem vindo a ser 
aperfeiçoada ao longo dos últimos anos por diversos autores, tais como, José Eduardo Horta 
Correia, Paulo Varela Gomes, Paulo Pereira, Rafael Moreira, Miguel Soromenho, Nuno Senos, 
entre outros.
Todavia, a arquitetura religiosa açoriana, continua à margem desta leitura, salvo algumas 
exceções, nomeadamente, os estudos de Nestor de Sousa e de João Vieira Caldas, que 
iniciaram uma análise aos exemplares arquitetónicos insulares, no sentido, de integrar esta 
arquitetura no contexto nacional. 
Deste modo, este artigo, expõe uma análise ao desenho das fachadas principais e das plantas
das igrejas conventuais, paroquiais e não-paroquiais, das nove ilhas dos Açores, construídas 
entre os séculos XVI a XIX, evidenciando a existência de tipologias de fachada e de 
espacialidade, através das suas semelhanças, confrontando-as e comparando-as com os 
pensamentos dos autores que estudam a “arquitectura chã” e barroca em território continental
e insular.
Conclui-se que a tipologia de fachada mais representativa das igrejas do Arquipélago dos 
Açores, construídas nos séculos XVIII e XIX, corresponde a uma desarticulação entre o 
desenho da planta e da fachada, respetivamente, uma planta de ideologia de “arquitectura 
chã”, ou seja, igrejas tripartidas com cobertura única em madeira e uma fachada com matriz 
compositiva de referente clássica, conjugada com elementos decorativos de referente clássica
e/ou barroca, ambos familiares no sentido utilitário e na aparente solidez militar da 
“arquitectura chã”.
ER  -