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Godinho, S. & Garrido, M. V. (2023). Oral approach avoidance: O impacto do efeito in-out na perceção de utilizadores online. 17o ENCONTRO NACIONAL APPE.
S. M. Godinho and M. E. Garrido, "Oral approach avoidance: O impacto do efeito in-out na perceção de utilizadores online", in 17o ENCONTRO NACIONAL APPE, lisboa, 2023
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TY - CPAPER TI - Oral approach avoidance: O impacto do efeito in-out na perceção de utilizadores online T2 - 17o ENCONTRO NACIONAL APPE AU - Godinho, S. AU - Garrido, M. V. PY - 2023 CY - lisboa UR - https://www.appe.pt/encontro/index.html AB - Evidência recente revela que os movimentos provocados pela contração dos músculos faciais durante a leitura, mesmo silenciosa, tem impacto na avaliação dessas palavras sejam elas apresentadas como pseudo-palavras, nomes de pessoas ou marcas. Este efeito, denominado por in-out, reporta uma preferência por palavras cuja articulação das consoantes induza movimentos da parte frontal para a traseira da boca, simulando um movimento de ingestão, face a palavras com o sentido oposto, i.e., que simulem movimentos de expectoração. Na área da perceção de pessoas verificou-se que quando as pseudo- palavras são apresentadas como nomes de utilizadores, é possível replicar o efeito-in-out para julgamentos de preferência e de calorosidade mas não de competência. Testámos esta dissociação, replicando o efeito in-out combinado a manipulação da articulação das consonantes dos nomes de utilizadores com fotografias de utilizadores com diferentes expressões faciais. De acordo com as hipóteses utilizadores com expressões faciais sorridentes foram avaliados como mais calorosos e competentes do que aqueles que apresentavam expressões tristes ou de raiva. Contudo, mesmo na presença de pistas visuais, determinantes para julgamentos sociais, a atividade articulatória envolvida na pronunciação do nome de utilizador afetou a impressão formada: utilizadores com nomes que simulam movimentos de ingestão foram considerados mais calorosos mas não mais competentes. Dado que este efeito enviesa julgamentos de calorosidade (mas não de competência), enquanto as expressões faciais contaminam os julgamentos interpessoais de uma forma transversal, torna-se plausível considerar que estas manipulações afetivas não resultam do mesmo mecanismo. O presente trabalho contribui para demonstrar o papel das experiências sensoriomotoras na perceção de pessoas enquanto acrescenta evidência sobre as condições em que o efeito não emerge. ER -
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