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Sousa, João Carlos (2023). Risco e exposição à desinformação na Europa: Portugal e Espanha em perspetiva comparada. Polarização Política e Campanhas Eleitorais/Polarización Política y Campañas Electorales.
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J. C. Sousa,  "Risco e exposição à desinformação na Europa: Portugal e Espanha em perspetiva comparada.", in Polarização Política e Campanhas Eleitorais/Polarización Política y Campañas Electorales, Lisboa, 2023
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	year = "2023",
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TY  - CPAPER
TI  - Risco e exposição à desinformação na Europa: Portugal e Espanha em perspetiva comparada.
T2  - Polarização Política e Campanhas Eleitorais/Polarización Política y Campañas Electorales
AU  - Sousa, João Carlos
PY  - 2023
CY  - Lisboa
UR  - https://autonoma.pt/seminario-curso-metodologico-polarizacion-politica-y-campanas-electorales/
AB  - Exposição
A exposição à desinformação tende a ser maior no grupo masculino, entre os mais novos e mais qualificados.
Os resultados relativos à utilização dos media, sugere que são os que mais utilizam os media digitais, aqueles que são mais expostos à desinformação.
A maior proximidade e confiança aos media digitais está associada a maiores níveis de exposição auto-relatada à desinformação.

Relativamente ao reconhecimento de desinformação
O reconhecimento de desinformação tende a ser maior no grupo masculino, entre os mais novos e mais qualificados.
O uso dos media, em partícula dos media digitais está associado ao reconhecimento de conteúdos de desinformação.
É entre os que confiam nos media digitais, que encontramos os maiores níveis de reconhecimento de conteúdos de desinformação.

Para uma possível política de combate à desinformação diríamos que os fatores sociais e mediáticos conjugados, constituem-se como elementos cruciais. Classificamos como cruciais em face da evidência empírica apurada que sugere que existem categorias sociais de género, de idade ou classe social, que jogam papel definidor no perfil de vulnerabilidade à desinformação. Por outro lado, os fatores mediáticos, como a uso e a confiança nos media predizem de forma pronunciada a perceção de exposição e reconhecimento da desinformação.
Por conseguinte, o combate à desinformação constitui-se como uma responsabilidade que deve mobilizar atores institucionais, mas também cada um dos cidadãos que se sinta democrática e civicamente mobilizado em torno da causa democrática e que passa pela defesa intransigente do pluralismo.
Finalmente, a desinformação é a par do populismo, o grande desafio que se coloca às democracias ocidentais e que intensifica a emergência de tensões dentro das sociedades democraticamente organizadas. É por isso imperativo a definição de uma política que vise o seu combate, articulando instituições e mobilizando cidadãos. O combate à desinformação deverá passar pela criação de um quadro jurídico que sancione quem a produz, mas também quem a dissemina, além da capacitação de cidadãos em identificar e discernir desinformação. Uma cidadania plena, passa pelo incremento de competências políticas e digitais básicas que tornem a prática cívica construtiva em contexto presencial e sobretudo on-line e que seja coletiva e individualmente proveitosa.

ER  -