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Descrição Detalhada da Comunicação
Cravos no Atlântico: a revolução de Abril de 1974 e as relações transatlânticas (EUA-RFA)
Título Evento
Les Œillets vus d’ailleurs : répercussions et représentations du 25 Avril hors les murs (Europe, Afrique, Amériques)
Ano (publicação definitiva)
2024
Língua
Português
País
França
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Abstract/Resumo
O objetivo desta apresentação é refletir acerca das divergências que se sentiram entre os dois lados do Atlântico durante a transição portuguesa para a democracia, centrando-se particularmente na diferença de abordagens e leituras da situação por parte dos EUA e da República Federal da Alemanha (RFA). Mostrarei como as diferentes personalidades e, especialmente, as duas estratégias muito distintas de Henry Kissinger e Willy Brandt (mas também de Helmut Schmidt) moldaram as abordagens dos dois países ao Portugal revolucionário em meados da década de 1970.
A transição portuguesa para a democracia deve ser analisada tendo em conta as circunstâncias internacionais em que aconteceu. No início da década de 1970, a Guerra Fria ganhou um formato diferente. As duas superpotências já não eram as únicas dominantes na sua esfera de influência e podemos até dizer que a sua força estava a diminuir. No bloco ocidental, os Estados Unidos ficaram particularmente enfraquecidos pela intervenção no golpe de Estado chileno de setembro de 1973, pela retirada do Vietname e pelo caso Watergate. Isto criou a oportunidade para o estabelecimento de alguma autonomia dentro da aliança ocidental, em particular por parte da República Federal da Alemanha.
Neste aspeto, os social-democratas da Alemanha Federal desempenharam um papel importante, ao congregarem os líderes dos partidos socialistas e social-democratas europeus no apoio ao PS e a Mário Soares, e ao insistirem, ao nível partidário, mas, principalmente, a nível governamental, com a Administração norte-americana, em particular Henry Kissinger, de que era fundamental apoiar as forças moderadas e pró-democráticas em Portugal e recusar uma simples expulsão de Portugal da NATO (que foi uma opção considerada – e mesmo preferida – por Henry Kissinger no outono de 1974).
Agradecimentos/Acknowledgements
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Palavras-chave
Democratização,25 de Abril,Portugal,relações transatlânticas
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