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Descrição Detalhada da Publicação
VI Congresso Português de Sociologia. Mundos sociais: Saberes e práticas
Ano (publicação definitiva)
2008
Língua
Português
País
Portugal
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Abstract/Resumo
Tomando por ilustração empírica o caso singular de Amélia Muge, esta comunicação pretende
reflectir sobre os dispositivos discursivos e artísticos dos criadores musicais, enquanto produtores de
sentido, que têm activamente contribuído para que a canção de autor configure um género musical
autónomo no seio de um formato preponderante (senão hegemónico) da música contemporânea — a
canção —, adicionando-lhe persistentemente significados extramusicais como resistência, autenticidade,
cidadania, utopismo ou valor estético.
Rejeita-se, no decorrer do texto, uma concepção sólida, estática, homogénea e inequívoca da canção
de autor, tomando-a antes como configuração musical provável mas volúvel e moldável pelo contexto em
que está imersa. Decorrente do movimento de renovação da canção popular portuguesa, cujo período
áureo antecedeu e sucedeu a fase de transição democrática na década de 70 do século XX, tem-se
afirmado como corrente contra-hegemónica e alternativa ao mainstream musical, cujo principal sinal
diacrítico se encontra na legitimação e consagração quase aurática do músico enquanto sujeito autoral,
vulgarmente designado cantautor, na medida em que combina valências artísticas (autoria das letras,
composição e arranjo das melodias, interpretação das canções), contrariando desta forma a fina divisão
social do trabalho musical na área popular.
Agradecimentos/Acknowledgements
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Palavras-chave
Discurso autobiográfico,Taxinomias musicais,Canção de autor
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