Comunicação em evento científico
O Nascimento como terreno de ativismo em Portugal e na Europa: paradigmas, atores e modos de ação
Dulce Morgado Neves (Neves, D. M.);
Título Evento
XI Congresso Português de Sociologia
Ano (publicação definitiva)
2021
Língua
Português
País
Portugal
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Abstract/Resumo
Esta comunicação resulta de uma pesquisa em curso sobre a componente de cidadania e ativismo em torno da assistência materna e dos processos de nascimento, a qual procura compreender em que medida estas formas de organização da sociedade civil têm contribuído para a construção de uma alternativa aos paradigmas médicos e culturais dominantes na Europa. Num contexto, como o de Portugal e de outras realidades europeias, dominado por um modelo de nascimento fortemente institucionalizado e medicalizado, novas perspetivas vão ganhando visibilidade, chamando a atenção para as insuficiências das avaliações dos cuidados de saúde baseadas apenas em indicadores objetivos e na prevalência de intervenções médicas. Naturalmente que tais críticas não são alheias ao movimento pela humanização do nascimento que, com particular visibilidade nas últimas décadas, faz a apologia do chamado “parto natural”, ao mesmo tempo que procura centrar a discussão da assistência ao nascimento nas escolhas das mulheres, no respeito da sua integridade e na promoção de um conhecimento baseado em evidência científica (Akrich et al., 2014, Teijlingen et al., 2017). Com base numa revisão de literatura, em análise documental e nos resultados preliminares da pesquisa de campo, esta apresentação pretende dar a conhecer a historiografia dos movimentos pela humanização do parto em diferentes países europeus, as suas formas de atuação e também as relações que estas organizações estabelecem com outras entidades, nomeadamente, com organizações do movimento feminista, associações profissionais, organizações partidárias ou órgãos do poder político. Privilegiando a análise do caso português, vamos perceber o que o aproxima e distingue das experiências de ativismo de outros países como Espanha, Holanda, Suécia e Polónia, chamando a atenção para as especificidades de cada modelo de assistência em saúde materna, para o alcance diferenciado das formas de mobilização da sociedade civil e ainda para a capacidade de fomentar mudanças nas instituições de saúde e influenciar decisores políticos.
Agradecimentos/Acknowledgements
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Palavras-chave