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Descrição Detalhada da Publicação
Título Livro
Da austeridade à pandemia: Portugal e a Europa entre as crises e as inovações
Ano (publicação definitiva)
2023
Língua
Português
País
Portugal
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Abstract/Resumo
Os partidos e os movimentos sociais tendem a ser pensados como arenas diferenciadas de
ação política. Se à primeira correspondem formas de ação política ligadas a partidos
políticos e instituições, à segunda associam-se formas de ação política ligadas à sociedade
civil, isto é, aos chamados atores não institucionais. Em específico, no que diz respeito à
literatura dos movimentos sociais, tende-se a pensar a ligação com os partidos de forma
quase exclusivamente unidirecional, isto é, o modo como os movimentos sociais
enquanto atores extrainstitucionais canalizam as suas reivindicações e exercem pressão
sobre partidos políticos (Kitschelt, 1993; Tarrow, 1989). Este tipo de relação apresentase sob duas formas: por um lado, os partidos políticos canalizam o descontentamento
expresso nas ruas pelos movimentos sociais, levando ao esbatimento dos níveis de
protesto (Koopmans, 2004; Tarrow, 1989, 1993); por outro, de forma alternativa, os
movimentos podem eles próprios institucionalizarem-se e tornarem-se partidos políticos
(Tarrow, 1989). Não negando estes processos e relações entre atores, na última década
desenvolveram-se novas linhas de investigação que procuram discernir outros tipos de
relações entre estes atores. Assim, tem-se perscrutado não só o surgimento de atores
políticos híbridos que combinam características de partidos políticos e movimentos
sociais, ao mesmo tempo que se tem procurado estudar o papel dos partidos políticos nos
protestos (Borbáth e Hutter, 2020; della Porta et al., 2017; Heaney e Rojas, 2015; Peña,
2020).
Agradecimentos/Acknowledgements
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Palavras-chave
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