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Porque é que a percentagem de trabalhadores sobre-qualificados é tão elevada em Portugal?
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Abstract
Entre 2000 e 2016, assistiu-se a um forte investimento nas qualificações dos trabalhadores na União Europeia, com o objetivo de modernizar as economias nacionais. Nesse âmbito, destaca-se a expansão do ensino superior e o consequente aumento da oferta de diplomados. Contudo, em Portugal, como noutros países do Sul da Europa, a qualificação generalizada da mão-de-obra resultou numa discrepância entre a qualificação do trabalhador e a qualificação do emprego, a que se designa de sobre-qualificação. Esta discrepância está associada a uma diversidade de fatores, entre os quais a fraca capacidade do tecido produtivo para absorver mão-de-obra qualificada disponível. No caso dos países do Sul da Europa, o reduzido peso de setores intensivos em tecnologia e inovação é agravada pelo fraco crescimento económico verificado nas últimas décadas e pelas políticas de austeridade dos últimos anos. Estes fatores implicaram fortes cortes na despesa pública e no recrutamento para o setor público, um setor que tradicionalmente absorvia muita mão de obra qualificada. Estes dados mostram que o investimento em educação, designadamente no ensino superior, constitui uma parte da solução dos problemas de qualificação. A procura de qualificações é igualmente decisiva para evitar desperdícios de recursos, i.e., para evitar a sobre-qualificação. Assim sendo, a par da política de educação, é indispensável uma política industrial que promova setores com capacidade para absorver trabalhadores qualificados.
Acknowledgements
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Report Type
International project anual report
Keywords
Português