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Descrição Detalhada da Comunicação
Porque estão os sindicatos em crise? Seguido de algumas considerações para dela saírem
Título Evento
IV Congresso de História do Trabalho, do Movimento Operário e dos Movimentos Sociais e III Conferência do Observatório para as Condições de Vida
Ano (publicação definitiva)
2019
Língua
Português
País
Portugal
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Abstract/Resumo
Os movimentos sindicais dos países capitalistas desenvolvidos vêm enfrentando uma crise profunda desde os anos 70, cujas causas são múltiplas. A crise manifesta-se sobretudo pelo refluxo do número de aderentes, expresso pelo decréscimo das taxas de sindicalização, mas também por uma perda de influência social e política dos sindicatos, indiciada, entre outros aspetos, pela sua perda de poder na negociação coletiva e de influência junto do poder político; pelo decréscimo do número de indivíduos dispostos a militar, pela desativação de estruturas sindicais e inoperacionalidade de outras, etc.
Três abordagens têm tentado explicar a crise. Duas delas enfatizam um conjunto de fatores que são exógenos ao movimento sindical. A teoria dos ciclos económicos sugere que existem padrões regulares de crescimento e de declínio da taxa de sindicalização que acompanham os ciclos económicos. Por seu lado, os paradigmas estruturalistas sublinham que o decréscimo da taxa de sindicalização é o resultado das mudanças estruturais que se têm vindo a verificar.
Uma terceira corrente explica a crise como sendo o resultado da adoção pelos sindicatos de um modelo organizativo inadequado. Não menosprezando as causas exteriores ao movimento sindical, considera-se assim que a crise também tem muito de endógeno ao sindicalismo. Se alguns autores realçam os elementos burocráticos presentes nas estruturas sindicais, outros salientam os aspetos oligárquicos neles existentes.
Da obra destes autores parece ressaltar que burocracia e oligarquia, de um lado, e democracia, de outro, serão incompatíveis.
A problemática da democracia organizacional foi introduzida na década de 50 por
Gouldner (1955), que sustentou que se nas organizações existe uma lei de ferro da oligarquia também existe uma lei de ferro da democracia agindo como contracorrente.
Com base nesta consideração, avançaremos um conjunto de propostas que, nos planos organizativo e de definição das políticas sindicais, poderão contribuir para que o sindicalismo tenha futuro.
Agradecimentos/Acknowledgements
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Palavras-chave
Sindicatos,Crise,Revitalização,Burocracia,Oligarquia,Democracia
English