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Comunicações
Descrição Detalhada da Comunicação
Suicide Girls: rebeldes com ou sem causa?
Título Evento
IX Congresso Português de Sociologia: Portugal, Território De Territórios
Ano (publicação definitiva)
2016
Língua
Português
País
Portugal
Mais Informação
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Abstract/Resumo
Em 2001 nos Estados Unidos, Sean Suhl e Selena Mooney, um jovem casal interessado em tatuagens, fotografia e erotismo, cria na internet a página “suicidegirls.com”. Este website, de acesso pago pelos seus visitantes, está preenchido de sets fotográficos eróticos de modelos femininas de várias partes do mundo consideradas “alternativas”. Mas inclui também um fórum de discussão permanente entre modelos e visitantes, entrevistas, notícias e outra informação promocional. Em quinze anos a marca expandiu-se para todo o mundo e tornou-se uma rede social com mais de duas mil e quinhentas modelos, 5 milhões, 858 mil fãs no Facebook, 996 mil seguidores oficiais no Instagram, 4 milhões, 892 mil fotos e mais de 37 milhões de comentários. Paralelamente, organizou encontros presenciais, festas, livros e DVD´s. Atualmente as SuicideGirls são mais do que uma marca, transformando-se numa ampla rede social transnacional e num negócio milionário para os seus criadores. Para além disso, constituem-se igualmente como uma tribo urbana que transporta consigo um relativamente complexo conjunto de pressupostos.
Nesta comunicação procuramos compreender os pressupostos desta dinâmica social na internet, marcada por um contexto em que a sociedade se organiza crescentemente em rede, a partir de lógicas de capitalismo informacional, onde se intensificam as dinâmicas sociais na internet. Para tal, realizamos uma breve historiografia do conceito, analisamos o conteúdo do website e realizamos um conjunto de entrevistas semi-dirigidas que incluem modelos veteranas, modelos recentes, aspirantes a modelos, uma fotógrafa oficial e ainda a fundadora da comunidade.
Assim, esta comunicação organiza-se em torno de três questões fundamentais. Primeiro, analisaremos a origem e o desenvolvimento do website e da rede, a sua afirmação no espaço da internet e a relação entre a comunidade virtual e a comunidade presencial. Depois, discutiremos em que medida as SuicideGirls suscitam questões mais amplas sobre a alteração do modo como a sociedade se relaciona com a pornografia e o erotismo, a construção de subculturas e a emergência dos novos feminismos online. Por último, refletimos sobre como a subjetividade das participantes nesta rede nos ajuda a compreender as interdependentes relações entre a estrutura e a agência, na afirmação de novas dinâmicas identitárias e de processos de emancipação nas sociedades contemporâneas.
Agradecimentos/Acknowledgements
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Palavras-chave
Sexualidade,Género,Corpo,redes sociais,internet,subjetividade
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