Comunicação em evento científico
Viva Portugal, Somos Caretos! Dos rituais de rapazes aos emblemas da nação. Itinerários patrimoniais mediáticos e nas redes sociais
Paulo Raposo (Raposo, P.);
Título Evento
II Congreso Internacional de Carnaval. Máscaras y Patrimonio La Bañeza (León)
Ano (publicação definitiva)
2022
Língua
Português
País
Espanha
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Abstract/Resumo
Pretende-se nesta comunicação seguir de perto o itinerário mediático e inscrito nas redes sociais de um processo de patrimonialização – Caretos de Podence – cujo desfecho triunfante junto do comité da Unesco como Património Cultural Imaterial da Humanidade em 2019, colocou esta festa de mascarados de Inverno no cenário mundial da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial. Os Caretos de Podence emergem na literatura etnográfica como um ritual de passagem de rapazes, solteiros, de uma freguesia rural do interior de Portugal, cujo cenário de isolamento, abandono e de forte pulsão migratória, e num processo de patrimonialização extremamente eficaz e solidificado por uma associação local, com forte investimento mediático, em articulação com o poder politico local e regional e em colaboração com investigadores e académicos, projeta-se paulatinamente num itinerário de inscrição e objetificação cultural de dimensões muito significativas. Em pouco tempo, de símbolo regional a bandeira da cultura portuguesa, o rito de passagem dá lugar um processo de turistificação, mercantilização da festa e objetificação patrimonial de larga escala. Na hora da proclamação de herança imaterial da Humanidade, foi o poder político regional que se definiu como Careto e nas recentes eleições para o Governo de Portugal, foi o candidato (vencedor) a Primeiro Ministro que se vestiu de Careto. Num período onde a máscara se tornou um traço do nosso quotidiano, por motivos pandémicos, que significam estes “hashtag politics” e estas narrativas mediatizadas e espalhadas nas redes sociais? O que significa afinal “somos todos Caretos”?
Agradecimentos/Acknowledgements
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Palavras-chave
Festas dos Rapazes,objetificação da cultura,património imaterial,redes sociais e media,UNESCO