Conferência de Relações Internacionais debate quem fica na margem do conhecimento
"Vem precisamente questionar quem é que está a produzir conhecimento, como é que o conhecimento é produzido, quem é que está na margem ou está posto de lado." É assim que Ana Mónica Fonseca, diretora do Centro de Estudos Internacionais (CEI-Iscte) resume o tema da 19.ª edição da Pan-European Conference on International Relations, que reúne cerca de 2000 investigadores em Lisboa entre 1 e 4 de setembro, organizada pela European International Studies Association (EISA).
Um dos esforços desta edição é trazer para o centro do debate vozes que normalmente ficam de fora, dando-lhes "lugar de fala" e questionando o papel do próprio mundo académico. A inteligência artificial também é tema de debate, já que hoje gera conteúdo académico plausível, colocando em causa critérios tradicionais de autoria.
Estudos da Palestina em destaque
O programa reserva ainda várias sessões aos Estudos da Palestina, área dirigida por Giulia Daniele através do Observatório de Estudos da Palestina (OPal): uma disciplina "académica reconhecida a nível internacional", mas "claramente menos conhecida" em Portugal.
Por natureza interdisciplinar, os Estudos da Palestina cruzam-se aqui com áreas como os movimentos sociais, os estudos críticos do terrorismo e a segurança internacional, uma característica que, segundo a investigadora, acompanha própria história do Centro.
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