A presença chinesa em Moçambique não é um fenómeno recente. Embora os países tenham mantido uma sólida interação diplomática durante a década de 1960, quando a China prestou importante apoio militar e treino de guerrilha aos membros da FRELIMO, foi durante a década de 2000 que se criou um novo impulso para as relações sino-moçambicanas. Com ajuda económica, comercial e humanitária e através da criação de iniciativas chinesas que visam aprofundar a cooperação entre ambas as partes, Moçambique começou a aceder a vários projetos de investimento e a contar com a ajuda chinesa para impulsionar o seu processo de desenvolvimento económico.
Criado em outubro de 2003, o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (PEP) — ou Fórum Macau — é uma dessas iniciativas. Conhecido como um fórum único considerado um mecanismo de integração transregional entre a China, Portugal e as suas antigas colónias (Mendes, 2014), tem uma característica única: a partilha da língua comum e do passado colonial entre os seus Estados-Membros. Mais do que impulsionar o papel de Macau como plataforma de cooperação e promover o desenvolvimento comum na China continental, nos PSC e na RAE de Macau (Fórum Macau, 2024), esta é uma plataforma de serviços essencial que reduz distâncias, expande e partilha conhecimento. Este é também um exemplo do organismo utilizado para promover a coexistência diplomática, um ambiente de esperança para as nações avançarem juntas na construção de um futuro próspero com foco na solidariedade (Fórum Macau, 2024) e uma âncora para projetos de cooperação chineses que buscam melhorar a sua relação com a RAE de Macau (Costa, 2020 e Mendes, 2013).
Desde a abertura ao comércio mundial, Pequim tem procurado aumentar a sua participação no mercado global para se projetar e assumir um papel cada vez mais central nas questões geopolíticas. Nesse sentido, a criação de fóruns regionais foi a estratégia adotada pela RPC1 para alcançar uma posição de destaque e tornar-se mais presente em diferentes nações. Enquanto Pereira (2006) mencionou que a China busca recursos energéticos no exterior para abastecer a sua capacidade de produção industrial, Costa (2020) destacou o objetivo chinês de introduzir elementos alternativos ao atual modelo ocidental, para que, no futuro, o país possa moldar o sistema internacional à sua imagem e, assim, aumentar a sua influência e consolidar-se como potência global.
Este trabalho procura explicar a relação económica e diplomática entre Moçambique e a China durante a década de 2000 e explicar se e como o Fórum Macau se enquadra nessa relação. No que diz respeito ao problema de investigação, este trabalho pretende esclarecer se, uma vez que Moçambique e a China têm laços políticos e económicos fortes e duradouros, após 20 anos de existência, o Fórum Macau é uma plataforma utilizada por ambos os países para impulsionar a sua cooperação económica e aprofundar as suas relações bilaterais.
Palavras-chave: Cooperação sino-moçambicana; Relações sino-moçambicanas; Cooperação internacional; Fórum Macau; Fóruns chineses.
| Centro de Investigação | Grupo de Investigação | Papel no Projeto | Data de Início | Data de Fim |
|---|---|---|---|---|
| CEI-Iscte | Política Global e Segurança | Parceiro | 2024-03-01 | 2028-02-29 |
| Instituição | País | Papel no Projeto | Data de Início | Data de Fim |
|---|---|---|---|---|
| Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) | Portugal | Parceiro | 2024-03-01 | 2028-02-29 |
| Nome | Afiliação | Papel no Projeto | Data de Início | Data de Fim |
|---|---|---|---|---|
| Thaysa de Azevedo Cunha | Bolseira de Doutoramento (CEI-Iscte); | Bolseira de Doutoramento | 2024-03-01 | 2028-02-29 |
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