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Álvares, Cláudia (2024). 'A história não é bem como a contam’: lutas pelo controlo da mente do cidadão comum e a sua legitimação científica nos primórdios da Comunicação de Massas. In Gustavo Cardoso (Ed.), A Nova Comunicação. (pp. 53-70). Lisboa: Almedina.
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M. C. Álvares,  "'A história não é bem como a contam’: lutas pelo controlo da mente do cidadão comum e a sua legitimação científica nos primórdios da Comunicação de Massas", in A Nova Comunicação, Gustavo Cardoso, Ed., Lisboa, Almedina, 2024, pp. 53-70
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TY  - CHAP
TI  - 'A história não é bem como a contam’: lutas pelo controlo da mente do cidadão comum e a sua legitimação científica nos primórdios da Comunicação de Massas
T2  - A Nova Comunicação
AU  - Álvares, Cláudia
PY  - 2024
SP  - 53-70
CY  - Lisboa
UR  - https://www.almedina.net/a-nova-comunicacao-1727096574.html
AB  - Este capítulo realça as interseções de Sociologia, Filosofia Política, Psicologia Social e pesquisa administrativa, que moldaram os primórdios da pesquisa em comunicação de massa e da sua influência na opinião pública. Ao traçar a história recente da pesquisa em comunicação de massa como “terreno ideológico” (Hall, 1983), procura-se chamar a atenção para as narrativas dominantes em torno do surgimento desta área disciplinar como correspondendo a uma tentativa de fabricação de consensos (Chomsky e Herman 1995). Tal produção de consensos não pode ser dissociada de interesses estratégicos políticos e militares norte-americanos, nomeadamente as técnicas propagandísticas utilizadas pelo governo dos EUA durante e entre as Guerras Mundiais. 
O modelo hipodérmico, que presumia efeitos diretos e unilaterais dos media sobre os indivíduos, é sujeito a nova leitura, propondo-se narrativas alternativas que revelam, à época, as disputas em torno da sua aceitação e os objetivos nem sempre altruístas – nem científicos – envolvidos nessas disputas. Aborda-se, assim, o contexto sociológico do modelo hipodérmico, influenciado pelo pessimismo em relação à industrialização e o medo da lavagem cerebral representada pelos meios de comunicação de massa, estreados com esse fim na I Guerra Mundial. Também se analisa a influência oculta das teorias europeias da multidão e da sugestão sobre os cientistas sociais norte-americanos, os quais vieram a adotar, posteriormente, métodos quantitativos e experimentais na procura da legitimação científica da área. 


ER  -