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Milheiro, A. V. & Serrazina, B. (2025). "Creolizar” para resistir: A escola de Chorão Ramalho em Macau. Docomomo Portugal.
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A. C. Milheiro and B. P. Serrazina,  ""Creolizar” para resistir: A escola de Chorão Ramalho em Macau", in Docomomo Portugal, Coimbra, 2025
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	title = ""Creolizar” para resistir: A escola de Chorão Ramalho em Macau",
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	howpublished = "Ambos (impresso e digital)"
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TY  - CPAPER
TI  - "Creolizar” para resistir: A escola de Chorão Ramalho em Macau
T2  - Docomomo Portugal
AU  - Milheiro, A. V.
AU  - Serrazina, B.
PY  - 2025
CY  - Coimbra
AB  - Como foram construídos os espaços educativos no final do período colonial português em Macau? Como é que a disciplina arquitectónica foi utilizada para estabelecer proximidades com culturas que os portugueses (já) consideravam “autónomas e fechadas”? Como é que a linguagem ocidental moderna se tornou inclusiva através do “detalhe”, através de “códigos múltiplos” (Colquhoun, 1991)? Que papel desempenharam os trabalhadores macaenses neste processo? Este artigo examina a Escola Comercial Pedro Nolasco, desenhada em 1962 por Raúl Chorão Ramalho (1914-2002), e o Liceu Nacional Infante D. Henrique, projectado em 1956 no Gabinete de Urbanização do Ultramar. O contraste entre ambos expôs a “evolução linguística” dos programas de ensino no âmbito das agências coloniais. 
A Escola Comercial seria acolhida na historiografia como marco da “crioulização” (“patuá”) da arquitectura promovida no território, ao cruzar referências orientais com elementos identitários portugueses. Contrastava com a composição monumentalizada e historicista do Liceu, que encarnava o carácter (supostamente) “anti-moderno” da agência metropolitana. Em 1989, o antigo liceu foi demolido sem protesto. Já o edifício de Chorão Ramalho sobreviveu às ameaças de destruição, através de intervenções de Carlos Marreiros (1999) e de Rui Leão e Carlotta Bruni (“Sala de Leitura”, 2008).
O texto interpela as posições estilísticas das duas escolas, argumentando que foi a vertente moderna do projecto de Chorão Ramalho que garantiu a sua preservação. Observa a Escola Comercial através da constituição das equipas de construção, para compreender como a sua materialidade também dependeu da mão de obra. O objectivo é descrever a qualidade do edifício como uma acção partilhada entre os vários intervenientes no estaleiro, desde o arquitecto até aos serventes e operários. Por fim, questiona-se se a familiaridade provocada pelo edifício na comunidade macaense, através da presença destes últimos agentes de construção, não terá tido um papel determinante na sua sobrevivência, com impacto em futuras intervenções. 
ER  -