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Do Bú, E., Marques, S., Samora-Arvela, A., Montalvão, M., Eloy, S., Ramos, M....Gerardo, F. (2025). Ambientes Urbanos “Amigos da Idade” na Redução do Idadismo e na Promoção do Bem-Estar e da Saúde Mental. XII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia.
E. A. Bú et al., "Ambientes Urbanos “Amigos da Idade” na Redução do Idadismo e na Promoção do Bem-Estar e da Saúde Mental", in XII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia, 2025
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TY - CPAPER TI - Ambientes Urbanos “Amigos da Idade” na Redução do Idadismo e na Promoção do Bem-Estar e da Saúde Mental T2 - XII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia AU - Do Bú, E. AU - Marques, S. AU - Samora-Arvela, A. AU - Montalvão, M. AU - Eloy, S. AU - Ramos, M. AU - Mendonça, J. AU - Bettencourt, L. AU - Gerardo, F. PY - 2025 UR - https://appsicologia.org/snip/ AB - À medida que as cidades evoluem, torna-se fundamental compreender como o ambiente urbano pode contribuir para o bem-estar e a saúde mental dos seus habitantes. Neste contexto, o presente estudo investiga se a perceção dos residentes de Lisboa de que os seus bairros são “amigos da idade” está associada a níveis reduzidos de idadismo, promovendo, assim, maior bem-estar e menor níveis de sofrimento psicológico. Adicionalmente, analisámos se essas relações variam conforme o grupo etário dos participantes. Foram recolhidos dados online de 583 participantes, distribuídos em três faixas etárias: pessoas mais jovens (18–34 anos), pessoas de meia-idade (35–64 anos) e pessoas mais velhas (65+ anos). A perceção dos bairros foi avaliada com base em quatro dimensões: qualidade dos espaços públicos, infraestruturas verdes, oferta de atividades sociais e de lazer e acessibilidade a amenidades públicas. O idadismo foi mensurado por indicadores de perceção de discriminação por conta da idade, enquanto as variáveis dependentes englobaram indicadores de bem-estar e saúde mental. Utilizando modelação por equações estruturais, observou-se que, para os grupos de pessoas de meia-idade e mais velhas, perceções mais positivas dos bairros correlacionaram-se com níveis significativamente inferiores de idadismo (35–64 anos: a₂ –0,207, p = 0,005; 65+ anos: a₃ = –0,239, p = 0,019), efeito não verificado no grupo de pessoas mais jovens (a₁ = –0,046, p = 0,676). Subsequentemente, níveis mais baixos de idadismo associaram-se a maior bem-estar (b₁ = –0,184, p = 0,001) e menor sofrimento psicológico (b₂ = 0,195, p = 0,001), com efeitos indiretos significativos para os grupos de pessoas de meia-idade e mais velhas. Em suma, os resultados sugerem que a perceção de um ambiente urbano inclusivo pode reduzir o idadismo e, por meio desse mecanismo, promover o bem-estar e diminuir o sofrimento psicológico, sobretudo entre adultos de meia-idade e pessoas mais velhas. ER -
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