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Ambientes Urbanos “Amigos da Idade” na Redução do Idadismo e na Promoção do Bem-Estar e da Saúde Mental
Emerson Do Bú (Do Bú, E.); Sibila Marques (Marques, S.); André Samora-Arvela (Samora-Arvela, A.); Mariana Montalvão (Montalvão, M.); Sara Eloy (Eloy, S.); Miguel Ramos (Ramos, M.); Joana Mendonça (Mendonça, J.); Leonor Bettencourt (Bettencourt, L.); Filomena Gerardo (Gerardo, F.); et al.
Event Title
XII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia
Year (definitive publication)
2025
Language
Portuguese
Country
Portugal
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Abstract
À medida que as cidades evoluem, torna-se fundamental compreender como o ambiente urbano pode contribuir para o bem-estar e a saúde mental dos seus habitantes. Neste contexto, o presente estudo investiga se a perceção dos residentes de Lisboa de que os seus bairros são “amigos da idade” está associada a níveis reduzidos de idadismo, promovendo, assim, maior bem-estar e menor níveis de sofrimento psicológico. Adicionalmente, analisámos se essas relações variam conforme o grupo etário dos participantes. Foram recolhidos dados online de 583 participantes, distribuídos em três faixas etárias: pessoas mais jovens (18–34 anos), pessoas de meia-idade (35–64 anos) e pessoas mais velhas (65+ anos). A perceção dos bairros foi avaliada com base em quatro dimensões: qualidade dos espaços públicos, infraestruturas verdes, oferta de atividades sociais e de lazer e acessibilidade a amenidades públicas. O idadismo foi mensurado por indicadores de perceção de discriminação por conta da idade, enquanto as variáveis dependentes englobaram indicadores de bem-estar e saúde mental. Utilizando modelação por equações estruturais, observou-se que, para os grupos de pessoas de meia-idade e mais velhas, perceções mais positivas dos bairros correlacionaram-se com níveis significativamente inferiores de idadismo (35–64 anos: a₂ –0,207, p = 0,005; 65+ anos: a₃ = –0,239, p = 0,019), efeito não verificado no grupo de pessoas mais jovens (a₁ = –0,046, p = 0,676). Subsequentemente, níveis mais baixos de idadismo associaram-se a maior bem-estar (b₁ = –0,184, p = 0,001) e menor sofrimento psicológico (b₂ = 0,195, p = 0,001), com efeitos indiretos significativos para os grupos de pessoas de meia-idade e mais velhas. Em suma, os resultados sugerem que a perceção de um ambiente urbano inclusivo pode reduzir o idadismo e, por meio desse mecanismo, promover o bem-estar e diminuir o sofrimento psicológico, sobretudo entre adultos de meia-idade e pessoas mais velhas.
Acknowledgements
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Keywords