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Reis, B. C. (2024). Portugal não é caso único: Doutrina nas guerras coloniais tardias e o mito da vitória traída . In Pedro Aires Oliveira, João Vieira Borges (Ed.), Crepúsculo do Império: Portugal e as guerras de descolonização. (pp. 49-69). Lisboa: Bertrand.
B. C. Reis, "Portugal não é caso único: Doutrina nas guerras coloniais tardias e o mito da vitória traída ", in Crepúsculo do Império: Portugal e as guerras de descolonização, Pedro Aires Oliveira, João Vieira Borges, Ed., Lisboa, Bertrand, 2024, pp. 49-69
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TY - CHAP TI - Portugal não é caso único: Doutrina nas guerras coloniais tardias e o mito da vitória traída T2 - Crepúsculo do Império: Portugal e as guerras de descolonização AU - Reis, B. C. PY - 2024 SP - 49-69 CY - Lisboa UR - https://www.bertrandeditora.pt/produtos/ficha/crepusculo-do-imperio/29093855 AB - Até que ponto Portugal foi um colonizador diferente também na sua forma de fazer a guerra? Procurarei demonstrar que a resposta é: não muito e não no essencial. Portugal foi a última de uma série de potências coloniais europeias que tentaram manter os seus impérios de armas na mão. É verdade que as guerras coloniais tardias portuguesas são ainda mais tardias do que as da França, da Grã-Bretanha, os outros dois casos em que nos vamos focar neste texto. Claro que essa pequena diferença teve um grande impacto em quem a viveu. Mas na longa duração da história global da expansão imperial europeia a diferença temporal não é muito significativa. Quando estas campanhas coloniais tardias portuguesas se iniciaram, em março de 1961, em Angola, a França ainda tinha centenas de milhares de tropas a combater na Argélia. A última grande campanha de contrainsurreição colonial britânica, na colónia de Áden e no protetorado adjacente, terminou apenas em novembro de 1967, com uma retirada apressada que deixou a região mergulhado numa violenta guerra civil. Apenas oito anos separam essa data de Novembro de 1975, quando as últimas tropas portuguesas deixaram Luanda. ER -
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