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Portugal não é caso único: Doutrina nas guerras coloniais tardias e o mito da vitória traída
Bruno Reis (Reis, B. C.);
Book Title
Crepúsculo do Império: Portugal e as guerras de descolonização
Year (definitive publication)
2024
Language
Portuguese
Country
Portugal
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Abstract
Até que ponto Portugal foi um colonizador diferente também na sua forma de fazer a guerra? Procurarei demonstrar que a resposta é: não muito e não no essencial. Portugal foi a última de uma série de potências coloniais europeias que tentaram manter os seus impérios de armas na mão. É verdade que as guerras coloniais tardias portuguesas são ainda mais tardias do que as da França, da Grã-Bretanha, os outros dois casos em que nos vamos focar neste texto. Claro que essa pequena diferença teve um grande impacto em quem a viveu. Mas na longa duração da história global da expansão imperial europeia a diferença temporal não é muito significativa. Quando estas campanhas coloniais tardias portuguesas se iniciaram, em março de 1961, em Angola, a França ainda tinha centenas de milhares de tropas a combater na Argélia. A última grande campanha de contrainsurreição colonial britânica, na colónia de Áden e no protetorado adjacente, terminou apenas em novembro de 1967, com uma retirada apressada que deixou a região mergulhado numa violenta guerra civil. Apenas oito anos separam essa data de Novembro de 1975, quando as últimas tropas portuguesas deixaram Luanda.
Acknowledgements
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