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André, P. (2025). Cemitério dos Prazeres: Morfologia urbana e narrativa visual. In Paula André, Paulo Batista, Nelson Vaquinhas (Ed.), Arquivos e Arquitetura: Cruzamentos e possibilidades em Portugal e no Brasil . (pp. 117-139). Loulé: Câmara Municipal de Loulé - Arquivo Municipal.
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P. C. Pinto,  "Cemitério dos Prazeres: Morfologia urbana e narrativa visual", in Arquivos e Arquitetura: Cruzamentos e possibilidades em Portugal e no Brasil , Paula André, Paulo Batista, Nelson Vaquinhas, Ed., Loulé, Câmara Municipal de Loulé - Arquivo Municipal, 2025, pp. 117-139
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TY  - CHAP
TI  - Cemitério dos Prazeres: Morfologia urbana e narrativa visual
T2  - Arquivos e Arquitetura: Cruzamentos e possibilidades em Portugal e no Brasil 
AU  - André, P.
PY  - 2025
SP  - 117-139
CY  - Loulé
UR  - https://www.cm-loule.pt/pt/52271/arquivos-e-arquitetura-cruzamentos-e-possibilidades-em-portugal-e-no-brasil.aspx
AB  - Em Lisboa o Cemitério dos Prazeres, foi pensado e delineado por razões higienistas, como um
espaço funcional e regular, com centralidades e periferias em tudo semelhantes à morfologia
urbana da cidade. O Cemitério faz parte da paisagem e do tecido orgânico da cidade e é o resultado de uma complexa convergência daquilo que aconteceu com os interesses do presente.
Complexidade que aumenta quando se trata de um passado recente, uma vez que a maior
proximidade com o sucedido cria a percepção, frequentemente ilusória, de existir um maior
rigor ou neutralidade na sua representação enquanto meio de fixar a sua memória. Na encenação oitocentista do espaço cemiterial, feita através da construção de jazigos assumidos como
monumentos, coube à arquitectura historicista o papel principal, tornando-se o cemitério num
catálogo vivo de estilos arquitectónicos e palco da imagem da morte. Considerando que um
cemitério é uma segunda cidade e um objecto hipertextual, para a nossa análise da morfologia
urbana e da narrativa visual, mergulhamos na pesquisa de Arquivo e tomamos de empréstimo
o conceito de palimpsesto de André Coboz por forma a revelar a colagem do tempo no espaço. 

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