Capítulo de livro
Cemitério dos Prazeres: Morfologia urbana e narrativa visual
Paula André (André, P.);
Título Livro
Arquivos e Arquitetura: Cruzamentos e possibilidades em Portugal e no Brasil
Ano (publicação definitiva)
2025
Língua
Português
País
Portugal
Mais Informação
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Abstract/Resumo
Em Lisboa o Cemitério dos Prazeres, foi pensado e delineado por razões higienistas, como um espaço funcional e regular, com centralidades e periferias em tudo semelhantes à morfologia urbana da cidade. O Cemitério faz parte da paisagem e do tecido orgânico da cidade e é o resultado de uma complexa convergência daquilo que aconteceu com os interesses do presente. Complexidade que aumenta quando se trata de um passado recente, uma vez que a maior proximidade com o sucedido cria a percepção, frequentemente ilusória, de existir um maior rigor ou neutralidade na sua representação enquanto meio de fixar a sua memória. Na encenação oitocentista do espaço cemiterial, feita através da construção de jazigos assumidos como monumentos, coube à arquitectura historicista o papel principal, tornando-se o cemitério num catálogo vivo de estilos arquitectónicos e palco da imagem da morte. Considerando que um cemitério é uma segunda cidade e um objecto hipertextual, para a nossa análise da morfologia urbana e da narrativa visual, mergulhamos na pesquisa de Arquivo e tomamos de empréstimo o conceito de palimpsesto de André Coboz por forma a revelar a colagem do tempo no espaço.
Agradecimentos/Acknowledgements
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Palavras-chave
Lisboa,Cemitério dos Prazeres,Morfologia urbana,Narrativa visual,Palimpsesto