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Cima, C. & Moriconi, M. (2026). Relatório 2 (Projeto G-Risk) - Análise estatística: inquéritos exploratórios .
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C. T. Cima and M. A. Bezerra,  "Relatório 2 (Projeto G-Risk) - Análise estatística: inquéritos exploratórios ",, 2026
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TY  - RPRT
TI  - Relatório 2 (Projeto G-Risk) - Análise estatística: inquéritos exploratórios 
AU  - Cima, C.
AU  - Moriconi, M.
PY  - 2026
AB  - O presente relatório apresenta as estatísticas descritivas e a análise preliminar dos dados recolhidos nos inquéritos exploratórios dirigidos a jovens universitários e atletas. Tratando-se de um projeto exploratório, o objetivo do inquérito foi avaliar algumas premissas básicas da literatura e informar a construção do guião para as fases seguintes da investigação, nomeadamente as entrevistas semi-estruturadas. Concretamente, a análise dos dados guiou a investigação para a exploração de três questões-chave: a normalização das apostas, o consumo de desporto mediado pelas apostas, e as ameaças à integridade das competições. 

Resumo executivo:
1 - Nos grupos sociais analisados, as apostas desportivas assumem, em termos gerais, um carácter recreativo e predominantemente ocasional.
2 - As apostas desportivas estão moderadamente associadas ao género, verificando-se um maior número de apostadores do sexo masculino.
3 - A maioria dos apostadores não se encontra em situação de risco nem evidencia problemas relacionados com o jogo. Não obstante, considerando o carácter eminentemente recreativo que as apostas desportivas assumem para a globalidade dos respondentes, a percentagem de respondentes com comportamentos de risco ou sinais efetivos de problema com o jogo merece reflexão.
4 - Relativamente aos comportamentos de risco associados às apostas desportivas, constata-se que “apostar para recuperar dinheiro perdido” constitui o comportamento de risco mais vezes reportado pelos apostadores.
5 - Os apostadores dos três grupos sociais em análise apresentam níveis de bem-estar positivos.
6 - Em termos gerais, pode-se concluir que a generalidade dos apostadores tem consciência do potencial nocivo das apostas e do risco que significa o jogo problemático. 
7 – As apostas são consideradas um complemento da diversão e não são consideradas uma forma eficiente de ganhar dinheiro.
8 – Existe uma relação positiva entre a realização de apostas e o consumo dos eventos nos quais se aposta. Esta relação deve ser investigada com maior profundidade utilizando métodos qualitativos, por exemplo, entrevistas ou experiencias de vida. Os atletas apostadores, que por norma gostam de desporto, exibem uma maior dependência entre o interesse em assistir a eventos desportivos e o ato de apostar. Esta constatação pode ser o reflexo do crescente processo de captura do desporto por parte da indústria do jogo, materializada em patrocínios em camisolas desportivas, em competições e em organizações desportivas, e da consequente normalização do jogo no seio dos atletas. 
9 – Existe preocupação, entre os atletas, pelas ameaças que a gamblificação do desporto coloca a integridade das competições desportivas. 

ER  -