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Martins, E. (2020). Djihads, “Djihads” e outras revoltas armadas em zonas muçulmanas de África – o caso do Sahel. Conferencia no XV Curso de Estudos Africana .
E. M. Martins, "Djihads, “Djihads” e outras revoltas armadas em zonas muçulmanas de África – o caso do Sahel", in Conferencia no XV Curso de Estudos Africana , Lisboa, 2020
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TY - CPAPER TI - Djihads, “Djihads” e outras revoltas armadas em zonas muçulmanas de África – o caso do Sahel T2 - Conferencia no XV Curso de Estudos Africana AU - Martins, E. PY - 2020 CY - Lisboa AB - A região do Sahel é na actualidade, a par de várias regiões do Próximo e Médio Oriente, uma das zonas de maior turbulência do mundo. O radicalismo islâmico impera, sob diferentes formas e gradações, em boa parte da região, em vastas zonas de países como o Mali ou a Nigéria o controle do território é disputado por grupos djihadistas e forças militares governamentais, os ataques terroristas sucedem-se uns aos outros. O terrorismo islâmico é, ainda que inicialmente desvalorizado e remetido enquanto preocupação durante alguns anos para o item “factos menores”, um problema importante com perto de três décadas que impõe também do ponto de vista da análise uma agenda de investigação cuidada e especifica. Uma agenda cuidada e especifica que, entre outros aspectos: - “trabalhe e re-trabalhe” (operacionalize) conceitos e noções que permitam distinguir djihad de aproveitamentos à ultima hora por muçulmanos radicais de “lutas com história” ou de revoltas populares em regiões maioritariamente muçulmanas. - dê importância à historia e às diferentes formas de organização que o islão no Sahel foi adquirindo ao longo dos tempos - situe o caso saheliano no plano global do aparecimento e crescimento dos modernos djihads Vive-se no Sahel uma situação sem fim à vista. Por razões externas é certo, mas também por razões internas. Importa, pois, determo-nos sobre as condições políticas externas e nas condições políticas e sociais internas que permitiram a instalação para “lavar e durar” do terrorismo islâmico no Sahel e nas suas “margens” a sul (Norte da Nigéria, Noroeste dos Camarões) e, desde há vários meses, mesmo alguns grupos djihadistas tornarem-se interlocutores “inevitáveis” de Estados e organizações internacionais - em negociações de troca de reféns por presos, mas não só. ER -
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