Publication in conference proceedings
A educação empreendedora na desconstrução de preconceitos etários
Idio Altmann (altmann, I.); Louise de Quadros da Silva (Silva, L.Q.); Igridi Vargas Bortolaso (bortolaso, I.V.); Paulo Fossatti (fossatti, P.);
O novo cenário da educação superior: desafios emergentes
Year (definitive publication)
2023
Language
Portuguese
Country
Brazil
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Abstract
Existem vários preconceitos, e um deles é o ageismo (Butler, 1989), que foca na discriminação pela idade. Contudo, a literatura indica que ações têm sido desenvolvidas para o enfrentamento desse preconceito, principalmente aquelas que contrapõem estereótipos negativos associados à idade. Alguns destes estereótipos negativos identificados nos estudos de Oliveira e Cabral-Cardoso (2018), são a baixa motivação, confiança, desempenho e resistência à mudança. No contexto contemporâneo de combate ao ageismo, a Educação Empreendedora (EE) surge como uma metodologia ativa de ensino. Esta abordagem não apenas desenvolve o indivíduo para ser empreendedor em qualquer atividade, mas para que seja empreendedor em sua forma de ser (Dolabela, 2007). A EE promove competências como criatividade, inovação, adaptabilidade, resolução de problemas e autonomia (Barbosa et al., 2020; Peroni; Cavalari Junior, 2019). Estas competências se mostram eficazes para transpor o ageismo. Dessa forma, nossa pesquisa objetiva investigar a Educação Empreendedora como uma forma de desconstrução de preconceitos etários. Para isso, realizamos uma revisão de literatura (Gil, 2017) com análise de conteúdo (Bardin, 2011). Nossos resultados indicam que a EE promove um ambiente empático e equalitário, a partir da compreensão e valorização das diferentes perspectivas. Além disso, a EE desenvolve competências que colaboram para a quebra de stereótipos relacionados à idade, como por exemplo a empatia, a diversidade, e a antifragilidade. Por f im, a EE, nesse mundo em constante mudança, atribui ao indivíduo a possibilidade de ser capaz de se adaptar aos desafios com maior facilidade. Como considerações finais, a EE desempenha um papel crucial na sociedade ao romper as barreiras impostas pelo ageismo. Ela permite que os indivíduos afetados por esse preconceito desenvolvam as competências permitindo-lhes inovar e empreender com autonomia, determinação e robusta autoconfiança.
Acknowledgements
O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES)
Keywords