Capítulo de livro
A luta das trabalhadoras da Applied Magnetics
Frederic Vidal (Vidal, F.); Luísa Veloso (Veloso, L.); João Rosas (Rosas, J.);
Título Livro
Fernando Matos da Silva: O cinema a fazer realidade
Ano (publicação definitiva)
2024
Língua
Português
País
Portugal
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Abstract/Resumo
O golpe militar de 25 de Abril de 1974 que derrubou o regime do Estado Novo desencadeou uma vaga de mobilização popular que, num contexto de crise generalizada do Estado, conduziu à elaboração de novas formas de ação coletiva e de participação política – comissões de trabalhadores, assembleias locais, comissões de moradores, etc. – e a emergência de uma «constelação de poderes alternativos». Foi um movimento revolucionário que conheceu rapidamente uma forte radicalização, com o surgimento de repertórios e formas de ação transgressoras (ocupação, sequestros, expulsões) e mesmo violentas. Durante vários meses, enquanto a nova arquitetura institucional tarda a emergir, as manifestações, mais ou menos controladas pelos diversos grupos políticos organizados, constituem o modo de ação fundamental. Nas empresas, as comissões de trabalhadores, eleitas ou designadas, afirmam-se como «a estrutura essencial de organização dos trabalhadores», gerando, por vezes, relações tensas com a Intersindical influenciada pela linha do Partido Comunista Português (PCP) e que tenta intervir de forma externa aos conflitos.
Agradecimentos/Acknowledgements
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Palavras-chave