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Descrição Detalhada da Comunicação
A memória popular como dispositivo de luta pelo direito à moradia: O caso do bairro 6 de Maio, na Amadora, AML.,
Título Evento
XIV Congresso Luso-Afro-Brasileiro (CONLAB 2021) Utopias pós-crise. Artes e saberes em movimento
Ano (publicação definitiva)
2021
Língua
Português
País
Portugal
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Abstract/Resumo
O presente artigo apresenta a experiência de mobilização da comunidade 6 de Maio, na região metropolitana de Lisboa junto aos coletivos Stop Despejos e Habita. O contexto é o processo de conversão da cidade na “Lisboa da moda” que assume novos significados no marco da lógica neoliberal. Partindo de análises realizadas em pesquisa ativista, identificamos uma “nova crise” habitacional relacionada às políticas de austeridade, e especulação imobiliária transnacional e turística. As consequências destas crises são o o desencadear de processos de escassez habitacional, em função dos despejos realizados nas zonas centrais e marginais da cidade.
O bairro 6 de Maio é uma das inúmeras comunidades que sofre impactos destas mudanças territoriais. Ao longo da pesquisa-ação realizada por Saaristo e Bogado em 2018 e 2019 foi identificado que a Câmara da Amadora lança mão de mecanismos “biopolíticos” na instrumentalização dos referidos despejos e demolições. Não é possível afirmar que as metodologias sobre memória popular realizadas no curso da luta dos movimentos sociais foram responsáveis por avanços efetivos no campo da habilitação, mas é notável a intensificação da sua mobilização para inclusão de moradores vulneráveis nas listas para receberem habitação social.
Agradecimentos/Acknowledgements
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Palavras-chave
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