Comunicação em evento científico
A reestruturação produtiva e as teorias do fim do trabalho – entre mito e mistificação
Paulo Alves (Marques Alves, P.);
Título Evento
XIII Seminário do Trabalho
Ano (publicação definitiva)
2022
Língua
Português
País
Brasil
Mais Informação
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Abstract/Resumo
Em meados do século XIX, Marx e Engels, afirmaram a importância crucial que o trabalho assume na estruturação das sociedades, mas Marx também sublinhou a absoluta necessidade de o “abolir”. Parece que estamos perante uma contradição. Mas ela é aparente. O que Marx enfatiza é a necessidade de superação do trabalho assalariado, porque o capitalismo transformou o princípio que funda a vida humana em trabalho assalariado, alienado, fetichizado, que despersonaliza, degrada, desumaniza. Cerca de um século e meio após as formulações de Marx, alguns cientistas sociais, ainda que partindo de perspetivas teóricas distintas, convergiram no sentido de decretar o fim do trabalho ou o fim da sua centralidade nas sociedades contemporâneas. Porém, no quadro da reestruturação produtiva, o proclamado “fim do trabalho” constitui simultaneamente um mito e uma tentativa de mistificação. Na sociedade atual, movida pela lógica do capital e pelo respetivo processo de valorização, ao invés da supressão do trabalho ou do salariato, aquilo a que assistimos verdadeiramente é que eles se tornam mais instáveis e multifacetados. E uma dupla mudança ocorre. Por um lado, quantitativa e, por outro, qualitativa, remetendo para uma “nova morfologia do trabalho”.
Agradecimentos/Acknowledgements
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Palavras-chave
Reestruturação produtiva,Trabalho,Fim do trabalho,Nova morfologia do trabalho