Comunicação em evento científico
A teologia da pobreza na obra de Emil Steffann
Bernardo Pizarro Miranda (Miranda, Bernardo Pizarro);
Título Evento
Arquitectura para uma Igreja pobre e servidora
Ano
2015
Língua
Português
País
Portugal
Mais Informação
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Abstract/Resumo
Uma dezena de especialistas em múltiplas áreas da arte, arquitetura e ciências humanas participam na Jornada "Liturgia, Arte e Arquitetura", dedicada ao tema "Arquitetura para uma Igreja pobre e servidora", que se realiza em Lisboa, a 17 de outubro. «São os arquitetos os primeiros responsáveis pela definição da identidade formal de uma igreja. Mas esta é também, e muito, determinada por quem a promove, assim saiba programar e definir critérios e objetivos», realça o texto de apresentação da iniciativa, enviado hoje ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC). A nota de enquadramento defende que «em tempo de prática de arquitetura-espetáculo, é bom que as novas igrejas, pelo contrário, assumam outra discreta imagem de humilde serviço e acolhimento». Neste sentido, prossegue o texto, «a arquitetura que acolhe "aqueles que se reúnem em Seu nome" será reconhecida já não pela ostentação que outros tempos atribuíram à "Casa de Deus", mas pela simplicidade da casa de oração da comunidade cristã», embora a sua imagem não deixe de ser «uma referência arquitetónica no contexto da cidade, pela singularidade e simbólica da sua função». No ano de 1963, o padre dominicano Yves Congar publicava o manifesto "Pour une Église servante et pauvre" (Para uma Igreja serva e pobre), evocam os organizadores da Jornada, acrescentando que o Concílio Vaticano II (1962-1965) também «sublinhava esse princípio pastoral, relembrando que "a Igreja não nasceu para dominar mas para servir"». «Passados 50 anos, o tema é retomado pelo Papa Francisco em forma de apelo: "Como eu gostaria de uma Igreja pobre", "O verdadeiro poder é o serviço". É tempo de o exprimir em termos de arquitetura, de arte e de liturgia do, e para, o nosso tempo», assinala a apresentação. O encontro realiza-se na Ordem dos Arquitetos, auditório Nuno Teotónio Pereira, personalidade que em 2013 recebeu o Prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes, atribuído pelo SNPC e o patrocínio da Renascença. O programa inicia-se às 9h45 com o painel "Contextos", seguindo-se, pelas 10h05, a apresentação e exibição do documentário "O meu bairro" por parte de Daniela Leitão e Inês Leitão, que o produziram e realizaram. Às 10h45 começa uma mesa redonda com as intervenções de Francisco Sarsfield Cabral (que também foi distinguido com o Prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes, em 2014), sobre a "Tipologia da pobreza", João Menezes ("Carências da cidade atual") e P. José Manuel Pereira de Almeida ("Cuidar do outro"). Após as comunicações está previsto um tempo de debate. Depois do almoço, pelas 14h35, arranca o painel "Formas", com a participação de Bernardo Miranda, que se propõe explicar "A teologia da pobreza da obra de Emil Steffann". A Jornada prossegue às 15h15 com nova mesa redonda, protagonizada por Carmo Pupo ("Simplicidade"), João Luís Marques ("Disponibilidade") e João Alves da Cunha, membro do Grupo de Arquitetura do SNPC e co-organizador do encontro ("Sobriedade"). A seguir ao debate e ao intervalo está prevista, para as 17h15, a última intervenção, sobre a "Igreja servidora em novo contexto histórico e social", por Fr. Bento Domingues, op. A Jornada termina pelas 18h00.
Agradecimentos/Acknowledgements
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Palavras-chave
Emil Steffann,Teologia,Pobreza