Ciência_Iscte
Publicações
Descrição Detalhada da Publicação
Branquidade e etnografia – Visões críticas e ativações a partir do trabalho de campo em Luanda, Angola
Título Livro
Diálogos de Campo - Pesquisas de Campo Participativas em Debate
Ano (publicação definitiva)
2023
Língua
Português
País
Portugal
Mais Informação
Web of Science®
Esta publicação não está indexada na Web of Science®
Scopus
Esta publicação não está indexada na Scopus
Google Scholar
Esta publicação não está indexada no Google Scholar
Esta publicação não está indexada no Overton
Abstract/Resumo
A partir da entrada no terreno de pesquisa sobre semba enquanto património cultural em Luanda, Angola, far-se-á uma reflexão sobre performances de branquidade/brabquitude em ambiente de pós colonialidade, visto aqui enquanto tempo político da contemporaneidade. Abordaremos as contribuições de Granda Kilomba (2019), Gaitri Spivak (2010) e William Bissel (2005) e a forma como um investigador branco e eurodescendente tem o dever ético de se posicionar e questionar o terreno, já que a cor é parte do fenótipo, aquilo que se vê, mas é sobretudo uma atribuição social, que relaciona a cor da pele com a ideia de “raça” e “etnia” ligada ao binómio poder-conhecimento legado da ocupação colonial e das ideias científicas do iluminismo. A relação com o meu companheiro angolano Noé João é também o pretexto para se entender como as identidades sexuais passam para segundo plano em relação às performances da branquidade e o seu lastro de poder hegemónico, que urge desconstruir e repensar (Hacking, 2005). Porque é que a branquidade se blinda (ou é blindada) na participação no debate sobre as colonialidades que persistem, quer no tecido social, quer nas mentalidades?
Agradecimentos/Acknowledgements
Évora, Iolanda
Palavras-chave
Luanda,branquitude,posicionamento,trabalho de campo,poder-conhecimento
English