Comunicação em evento científico
Crise e equidade nos sistemas educativos do sul da europa: tendências de evolução
João Sebastião (Sebastião, João); Susana da Cruz Martins (Martins, SC); Luís Capucha (Capucha, Luís); Ana Raquel Matias (Matias, A.R.); Ana Rita Capucha (Capucha, A.); Pedro Estêvão (Estêvão, P.);
Título Evento
IV Colóquio Luso-Brasileiro De Sociologia Da Educação, Entre a Crise e a Euforia: Práticas e Políticas Educativas no Brasil e em Portugal
Ano
2014
Língua
Português
País
Portugal
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Abstract/Resumo
Se considerarmos o conjunto dos países da União Europeia, é relativamente consensual que os sistemas que funcionam com uma orientação forte no que respeita à equidade têm tido desempenhos positivos no que respeita ao sucesso e ao alargamento das escolaridades nacionais. Integrando a Europa do Sul um conjunto de países (Espanha, Grécia, Itália e Portugal) que ao nível da educação se revelam dos mais deficitários em toda a Europa, tem sido nossa preocupação perceber, para este conjunto de países, as dinâmicas de escolarização e de redução do insucesso e do abandono escolar. A forma como esses indicadores evoluíram a partir de 2000 (ano da Estratégia de Lisboa) permite assim aferir a efetiva concretização do objetivo da equidade educativa. Dentro desta linha de pesquisa, esta comunicação tem como objetivo abordar o impacto sobre estas dinâmicas educativas da crise financeira e económica e das políticas de austeridade adotadas na Europa do Sul na sua sequência. Será para tal realizada uma leitura diacrónica para o período de 2000 a 2012 de indicadores estatísticos alimentados por bases de dados internacionais (em particular, do Eurostat, da Rede Eurydice,e da OCDE). Os indicadores escolhidos referem-se: por um lado, às dinâmicas de redução do abandono escolar, à participação no pré-escolar, à certificação ao nível do ensino secundário, aos diplomados do ensino superior, e aos desempenhos dos alunos na demonstração de vários tipos de competências; e, por outro, à inclusão efetiva de segmentos específicos da população, como a participação no sistema de crianças com deficiência, de adultos e a proporção de alunos apoiados pela ação social escolar de forma direta às famílias e crianças. Procuramos assim contribuir para identificar e situar no tempo as consequências e potenciais inflexões na condução de políticas educativas atribuídas ao deflagrar da crise financeira internacional e à implementação dos programas de intervenção (Portugal/Grécia) e de ajuda financeira externa (Espanha/Itália), com particular enfoque sobre as orientações para a equidade e igualdade de oportunidades educativas.
Agradecimentos/Acknowledgements
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Palavras-chave
Políticas educativas, Sul da Europa, Crise, Convergências