Entre a vergonha e a motivação para conseguir uma vida que vale a pena ser vivida. Gerir emoções e lidar com instituições
Event Title
33ª RBA - Reunião Brasileira de Antropologia
Year (definitive publication)
2022
Language
Portuguese
Country
Brazil
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Abstract
Com base no trabalho de campo realizado em Portugal entre 2012-14, irei explorar o impacto das políticas de austeridade nos quotidianos das pessoas, nos modos de gerir as suas vidas, mas também na sua perceção de si e na experiência da existência quotidiana.
Analisaremos as dimensões subjetivas e experienciais da austeridade a partir de duas perspetivas: 1) os modos colaborativos e formas de solidariedade que as pessoas desenvolveram para superar as adversidades decorrentes do decréscimo dos orçamentos familiares e diminuição das condições de vida; 2) os sentimentos de falhanço, angústia, incerteza e raiva que cresceram em Portugal quando a população viu muito diminuídas as suas possibilidades de satisfazer as necessidades quotidianas. Recorrer às instituições estatais e não governamentais é uma solução para viabilizar a subsistência que implica, no entanto, a exposição pública das privações, situação geradora de sentimentos de humilhação e vergonha. Tais sentimentos destruturantes da pessoa decorrem das formas concretas como as políticas publicas são vividas pela população, às quais não é alheia a narrativa sobre as necessidades do país e a impreparação da população promovida pelo Estado.
Acknowledgements
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Keywords
cuidado,crise,emoções
Português